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Mulheres

Mulheres invadem os eventos de corrida no Brasil


Por Donata Lustosa | 07/03/2008 - Atualizada às 16:30

Márcia Narloch acompanhou a evolução das mulheres na corrida
Márcia Narloch acompanhou a evolução das mulheres na corrida
Foto: Ricardo Leizer/ www.webrun.com.br
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O número de mulheres nas competições brasileiras aumenta cada vez mais. Com isso surgem no mercado de corrida novas provas exclusivas para o público feminino, assessorias esportivas só para elas e novas adeptas do esporte. Confira.

São Paulo - A presença do público feminino nos eventos de corrida do Brasil cresce a cada ano. O fato alertou o mercado running do país e hoje este já realiza competições e exclusivas só para elas.

No mês de março, por exemplo, as brasileiras poderão participar de três provas femininas: Circuito Vênus (São Paulo, no dia 09/03), Corrida e Caminhada do Dia Internacional da Mulher (Curitiba, 09/03) e Corrida Caixa Mulher (Rio de Janeiro, 30/03).

De acordo com João Traven, organizador da Corrida Caixa Mulher, a idéia da competição é criar um cenário exclusivo para o público feminino que vai desde kit atleta diferenciado, até camiseta de prova com molde para mulheres, cores mais femininas, entre outros cuidados. “Para esse primeiro evento esperamos duas mil inscritas. Mas com certeza a prova irá entrar para o calendário de competições do Brasil”, conta.

O aumento das mulheres na corrida também foi observado pela Associação dos Corredores de São Paulo, a Corpore. Segundo estatísticas da entidade, hoje dos seus 189.083 atletas, 66.826 são mulheres. Isso representa 33% do total.

Pensando nelas, a Corpore lançou no último domingo (02), na sua corrida de abertura, um espaço exclusivo para mulheres. Nesse local elas receberam massagem e puderam usufruir guarda-volume e banheiros separados dos homens.

Passado diferente - Mas nem sempre as provas de corrida foram assim. A maratonista Márcia Narloch, que já participou de três olimpíadas, lembra que já sofreu em competições de corrida somente pelo fato de ser mulher.

Segundo a atleta, há uns 20 anos atrás a mulher não tinha espaço no atletismo. Algumas provas no Brasil, por exemplo, eram feitas com uma premiação maior no masculino e menor no feminino. “Eu nunca aceitei esse tipo de coisa e brigava com alguns organizadores por causa da diferença de premiação. É um absurdo. A mulher percorre a mesma distância do homem, e até sofre um pouco mais por causa de coisas como a TPM, entre outros”, lembra Narloch.

Para se ter uma idéia da disparidade entre homens e mulheres no atletismo, a maratona feminina estreou em Olimpíadas apenas em 1984, nos Jogos de Los Angeles, nos Estados Unidos. Foi a partir de então que o cenário do atletismo começou a dar valor para as mulheres.

“Essa foi a nossa primeira conquista no atletismo. De uns 15 anos para cá a categoria feminina conquistou resultados tão importantes quanto a masculina. Nós tivemos uma evolução muito grande e conquistamos nosso espaço. Não só no Brasil, mas no mundo todo”, conta.

Narloch, que hoje tem 37 anos e 25 de carreira, acredita que o número de mulheres corredoras aumentou não só no profissional, como também no amador. “As mulheres viram a importância da corrida na vida delas, no bem estar e na saúde”.



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