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Medicina

O que é fasciite plantar?


Por Dr. Neto | 08/07/2011 - Atualizada às 07:30

A fasciite plantar é chamada pelos leigos de esporão
A fasciite plantar é chamada pelos leigos de esporão
Foto: Richard Styles/stock.xchng
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A fasciite plantar, condição também denominada fasciose plantar pelos cirurgiões de pés ou ainda "esporão de calcâneo" pelo público leigo, é caracterizada por uma irritação da faixa de tecido conjuntivo presente na planta do pé. Ela se estende desde a base do osso do calcanhar até os dedos e se retrai ao longo do tempo causando muita dor, sobretudo nas primeiras pisadas da manhã. Essa faixa de tecido, quando permanece contraída durante a noite acaba sofrendo um estiramento abrupto no momento da pisada matinal.

Ocorre um processo de degeneração do tecido de colágeno da fáscia, sobretudo em sua origem na base medial do osso do calcanhar (calcâneo), ponto de maior dor quando feito o exame físico. O diagnóstico é fundamentalmente clínico, mas exames de imagem podem ser solicitados, como o raio X e a ressonância magnética.

Na avaliação da imagem, pode haver a presença de uma espícula óssea no raio X, vulgarmente chamada pelos leigos de esporão. A formação desta espícula se dá pela constante tração da fáscia plantar sobre seu ponto de origem na base do osso calcâneo.

Na maioria dos casos não é a presença da espícula óssea que causa a dor no paciente e sim o processo degenerativo do tecido conjuntivo que compõe a planta do pé. O tratamento é inicialmente conservador, ou seja, não cirúrgico, composto de medidas fisioterápicas para analgesia, como massagens com gelo, exercícios de alongamento da fáscia plantar e sua manipulação manual.

A cinesioterapia é realizada posteriormente, mantendo os exercícios de alongamento da planta do pé e panturrilha e fortalecimento dos músculos intrínsecos dos pés. Caminhar com os pés descalços ou usar sandálias baixas e rasteiras vai exacerbar a dor, portanto, a indicação é sempre utilizar sapatos com pequeno salto ou então uma calcanheira de silicone para elevar a porção posterior do pé. Vale à pena diminuir o volume e a intensidade dos treinos até os sintomas regredirem significativamente.


Dr. Neto


Consultor Webrun da seção Medicina Esportiva. É graduado em medicina pela Universidade de São Paulo (USP) e também em cinesiologia, Magna Cum Laude pela Texas Christian University, nos Estados Unidos. Médico pós-graduado em Fisiologia do Exercício, especialista em Medicina do Esporte pela SBME e em Ortopedia e Traumatologia pela SBOT. Atualmente trabalha no Instituto VITA (Higienópolis) em São Paulo. Site: www.doutorneto.med.br

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