Direto do Rio de Janeiro - A equipe brasileira de revezamento conquistou o ouro na prova dos 4X100m e comemorou muito emocionada. “É bom poder competir de igual para igual com as equipes dos Estados Unidos e do Canadá que são muito boas e ganhar”, diz Vicente Lenilson no papel de porta-voz da equipe.
Em uma coletiva extremamente descontraída, os “meninos” como diz Vicente, contaram como batalharam para chegar ao ouro e o estilo de cada um deles. “Todos aqui são nova geração, menos eu que sou o tiozinho daqui e eles me chamam de chato, porque fico pegando no pé deles para se esforçarem. Podem me chamar de chato agora que tenho a medalha no peito”, fala. Em seguida ouve-se todos os corredores chamá-lo de chato e todos riem juntos.
Vicente então resolve entregar os companheiros. “Eu sou o chato, Sandro (Viana) é o teimoso, Basílio (Moraes Junior) é o dorminhoco, pois está sempre com sono, Rafael o Namorador e o Nilson (de Oliveira) é o quietinho”, conta.
Sandro Viana, que começou a correr aos 24 anos, buscava aproveitar ao máximo a emoção da medalha de ouro, pois crê que não competirá daqui há quatro anos. “Eu sou aquele que não pode errar, porque não tenho tempo para isto. Eu sabia que este pan poderia ser a minha última chance porque não me vejo num pan daqui há quatro anos”. Ele aproveitou a deixa para fazer piada com o companheiro que estava ao lado. “Achei que o Chato (Vicente) não ia me deixar pegar o microfone do jeito que estava falando”, brinca.
O Brasil completou o percurso em 38seg81, seguido de perto pela equipe do Canadá, que correu em 38seg87. O bronze ficou para a equipe dos Estados Unidos, que demorou 38seg88 para fechar a prova.