A queniana Tegla Loroupe, ex-recordista mundial da maratona, se pronunciou em relação a polêmica causada pela organização da
Maratona de Londres que pretendia colocar “coelhos” masculinos para ditar o ritmo da prova feminina, numa clara demonstração de apoio a atual recordista mundial da modalidade, a inglesa Paula Radcliffe (2:17:18), que argumenta que não há mulheres que possam conduzí-la para quebrar sua atual marca.
Loroupe, estabeleceu por duas vezes a melhor marca da distância. A primeira foi em 1998 e depois em 1999, ambas na
Maratona de Rotterdam, prova mista (homens e mulheres).
“São hipócritas”, disse Loroupe, referindo-se aos organizadores. Citou ainda, que no ano de 1999, a prova londrina concedeu a sua compatriota, Joyce Chepchumba, um bônus de US$125.000 (cento e vinte e cinco mil dólares), quando essa, estipulou a marca de 2:23:22 (recorde da distância em uma prova com largada separadas entre homens e mulheres), tempo muito aquém da marca que Loroupe detinha na época que era 2:20:22 em corridas mistas.