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Dieta low carb é método eficaz para emagrecimento?

Imagem: Adobe Stock

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De modo geral, o emagrecimento é resultado de um déficit calórico. Ou seja, o corpo consome mais calorias do que gasta e assim não acumula gordura. Existem diversos métodos de controle de alimentação para buscar esse déficit, tais como as dietas: flexível, vegetariana, paleolítica, vegana e até a base de sucos, folhas e chás. Contudo, segundo Rodrigo Polesso, especialista em emagrecimento, mais importante do que controlar a quantidade do que se come, ou seja, as calorias, é controlar a qualidade do que se come e neste contexto a estratégia com resultados mais eficazes e comprovados é a low carb, a qual, não busca o controle de calorias, mas sim a otimização ou redução do consumo de carboidratos junto com a priorização do consumo de proteínas de alta qualidade e gorduras boas.

Polesso destaca que em nenhum ensaio clínico já publicado até hoje uma dieta de restrição calórica low fat, baixa em gordura, mostrou resultados mais eficazes no que se refere à perda ou estabilização de peso do que uma intervenção correta baseada na restrição de carboidratos. Sem mencionar, segundo Polesso, que um método de emagrecimento é muito mais trabalhoso e dá mais prazer que o outro. “Você pode emagrecer cortando gorduras, controlando calorias, forçando-se a comer menos e gastar mais calorias, em suma, vivendo sua vida na ponta do lápis, ou você pode seguir uma alimentação um pouco mais baixa em carboidratos, focando na qualidade e não na quantidade do que se come”, diz.

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Polesso argumenta que a dieta low carb não significa uma “guerra” contra carboidratos. “Carboidratos não são o problema, nunca foram o problema. Carboidratos ruins, sim, são o problema”, sentencia o especialista. Batata doce, mandioca, lentilha, abóbora, cenoura, beterraba, folhas e legumes no geral são exemplos de carboidratos de qualidade. Já massas, pães, açúcares, refinados, sobremesas, produtos processados, o que o especialista chama de substâncias comestíveis, é que devem ser eliminados da dieta, para que a fome seja reduzida sem nenhum controle calórico, atingindo um emagrecimento natural e permanente.

Apesar de carboidratos de qualidade não serem considerados “vilões” em busca de uma dieta balanceada e saudável, o método de emagrecimento low carb tem como foco outras fontes nutricionais, afinal, os carboidratos de baixa qualidade são péssimas fontes de nutrição. Polesso explica que, em se tratando de alimentação, existem apenas três macronutrientes. São eles: carboidratos, proteínas e gorduras. “Não existem carboidratos essenciais ao corpo humano, mas existem aminoácidos e ácidos graxos, que são encontrados nas proteínas e gorduras, especificamente, que precisam ser ingeridos pelo homem”, afirma.

Aliás, o consumo de gorduras totais, considerado como nocivo à saúde por muito tempo, tem mudado de patamar recentemente, aparecendo em pesquisas como importante para a longevidade do ser humano. Como exemplo, pode-se citar estudo realizado por pesquisadores da Universidade McMaster e da Hamilton Health Sciences, ambas no Canadá, que analisaram a alimentação de 135 mil pessoas nos cinco continentes. Em média, a dieta dos participantes era composta por 61% de carboidratos, 23% de gordura e 15% de proteína.

Segundo o levantamento, publicado em 2017 no prestigiado periódico científico The Lancet, ao contrário da crença popular, o consumo de gorduras totais, incluindo saturada, poli-insaturada e monoinsaturada, em quantidade acima dos 30% de calorias diárias que as normas internacionais recomendavam desde a década de 1980, pode reduzir o risco de morte por doença cardiovascular em até 23%. Além disso, os resultados mostraram que a ingestão de altos níveis de gordura saturada, normalmente considerada prejudicial à saúde, diminui esse risco em 13%.

Se, conforme o estudo, a ingestão de gordura tem consequências positivas para a saúde humana, o mesmo não se pode dizer do consumo de carboidratos. A pesquisa mostrou que pessoas que consumiam altas quantidades de carboidratos, encontrados principalmente em pães e arroz, apresentavam um aumento de 30% no risco de morte, em comparação àquelas que estavam em uma dieta low carb.

De acordo com Polesso, não obstante os benefícios da gordura comprovados cientificamente, há restrições em relação ao tipo de gordura ingerida pelas pessoas que desejam ter um estilo de vida mais saudável. Basicamente, segundo o especialista em emagrecimento, as gorduras que devem ser evitadas a qualquer custo são as gorduras artificiais dos óleos vegetais (canola, milho, girassol, soja etc). “São substâncias que geram um desequilíbrio entre os ácidos graxos Omega 6 e Omega 3 e são pró-inflamatórias”, explica.

Já as gorduras naturais são os tipos de gorduras que devem fazer parte de uma dieta saudável. Entre as melhores fontes de gordura boa, Polesso destaca: abacate (que possui boas fibras e índice glicêmico baixíssimo); óleo de coco; azeite de oliva; manteiga; bacon (com poucos aditivos, conservantes, açúcares etc); nozes, castanhas e sementes; queijos integrais; carnes de boa procedência (fígado, salmão etc); banha de porco; e ovos.

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Redação Webrun
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