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Para as mamães: É permitido correr durante o período de amamentação?

Com a chegada de um filho, tudo muda, inclusive sua rotina de exercícios

Foto: Julie/Fotolia

Foto: Julie/Fotolia

Mesmo com nove meses de espera, não é possível entender como um filho vira sua vida de cabeça para baixo. O dia a dia é outro e isso, claro, interfere na sua rotina de exercícios também! Seu corpo e suas vontades não são mais as mesmas, mas a necessidade de ter um tempo para cuidar de si mesma não muda. As novas mamães que acham conforto na corrida podem ficar tranquilas. Durante a amamentação, tomando os cuidados necessários, é possível já voltar à ativa!

Quando feitos com intensidade leve ou moderada, os exercícios no período de aleitamento materno trazem benefícios físicos e emocionais para a mulher. “A corrida mantém ativo o metabolismo, diminui o risco de doenças cardiovasculares e melhora a qualidade do sono. Além disso, auxilia na produção de serotonina – hormônio do bem estar”, comenta a ginecologista e obstetra doutora Erica Mantelli. Quando o hormônio de serotonina está ativo, as novas mães ficam mais calmas. “Estar com esse sentimento ajuda a amamentar melhor e também na produção do leite”, explica a doutora.

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Confira alguns pontos importantes para correr durante o período de amamentação:

Quanto tempo esperar pós-parto?

Para as mulheres que já praticavam exercícios antes da gravidez, é mais fácil retomar a rotina de atividades físicas. Segundo a treinadora do Grupo de Corrida Oficina da Saúde Academia, Ângela Sturzbeche, o corpo dessas mães já estão adaptados. “É possível manter a atividade até mesmo durante a gestação, desde que a intensidade e volume sejam reduzidos”, explica.

Depois do parto, as mulheres precisam ficar em repouso por um tempo, mas a quantidade de dias varia de acordo com o histórico da pessoa. Vale lembrar que é sempre importante seguir orientações médicas e que cada caso é um caso.

Como cada estilo de parto tem uma recuperação específica, isso interfere também na rotina de exercícios. Segundo Ângela, “quem teve parto normal poderá retomar caminhadas três vezes na semana, após 20 dias do nascimento. Se cesárea, deverá aguardar 40 dias para retomada de atividades”.

Foi o caso da secretária executiva bilíngue, Thalita Batista. “Depois de quarenta dias do parto normal, voltei ao meu médico. Ele viu o fluxo do meu leite, mediu minha pressão e me recomendou que, ao invés de correr, fizesse trote nos dois primeiros meses e fosse sentindo meu corpo”, comenta.

Cuidados necessários

Além do acompanhamento médico, existem alguns cuidados que as mamães precisam tomar na época de amamentação. O doutor Alberto D’Áuria, obstetra da Maternidade Pro Matre Paulista, destaca a importância de amamentar logo antes da sua corrida.

“Na época da amamentação, os seios ficam mais sensíveis. Para não sofrer nenhum traumatismo, é importante esvaziá-los bem antes de praticar algum exercício. Seja amamentando o bebê ou armazenando o leite”, comenta. O obstetra ainda dá outra dica para a mães. “É necessário que as mulheres enfaixem os seios, para eles ficarem firmes e dificultar que os ductos se encham rapidamente”, diz o obstetra.

A doutora Erica Mantelli comenta outra forma de proteger as mamas na hora da corrida. “É importante que as mulheres utilizem um top que tenha reforço maior e, principalmente, as alças mais largas. Assim, um top que tenha mais compressão garante que as mamas fiquem mais protegidas”, afirma.

Tirando a mudança externa no corpo das mulheres, ele também sofre com alterações internas. Nessa época, os índices dos hormônios estão alterados e isso também pode afetar em certos aspectos. “É importante que as novas mães entendam que seu desempenho não será o mesmo que antes, no início. Crie novas metas para bater e te estimular cada vez mais”, encoraja o obstetra. “A mulher tem que ver na corrida uma fonte de alívio de stress. Nesse momento, não é para ela se cobrar ou se comparar a como era antes”, sinaliza a ginecologista. 

Até 60 dias depois do parto, as mães produzem prolactina – hormônio da produção de leite. “Enquanto a prolactina está em alta, a taxa de estrogênio está baixa e, além de ser importante para a saúde vascular e muscular, este hormônio ajuda na retenção de cálcio nos ossos”, afirma D’Áuria. Ele e a doutora Erica acreditam que as mães atletas possam, com auxílio de nutricionista, inserir suplementos na dieta .  “Isso vai de cada mulher e entender o que ela está precisando naquele momento”, acrescenta Erica. 

A relaxina, hormônio liberado para amolecer articulações no parto, ainda pode ter efeito depois do parto. “As articulações ainda estão infiltradas de relaxina e isso aumenta a possibilidade de torções de joelho e tornozelo”, comenta o obstetra. Doutor D’Áuria sugere que as corredoras, no período de amamentação, usem tênis com sola mais baixa para tentar evitar acidentes.

Thalita com seus três filhos: João Pedro, Maria Júlia e Vítor Henrique. Foto: Thalita Batista

Thalita com seus três filhos: João Pedro, Maria Júlia e Vítor Henrique. Foto: Thalita Batista

Descanso para a mente

Thalita Batista tem o hábito de praticar esportes desde os 11 anos de idade. Com a chegada dos seus filhos, isso não mudou. Mesmo com a preguiça de se exercitar no período de amamentação, a secretária executiva não desanimou! “Eu senti que no começo meu desempenho caiu um pouco. Com persistência, eu consegui voltar ao meu ritmo normal depois de duas semanas”, conta. Depois de dois meses de treino, seu corpo já tinha voltado ao que era antes da gravidez e ela atribui muito desse resultado ao exercício.

No quesito emocional, o corrida foi ainda mais importante do que no aspecto físico. “Eu tive depressão pós-parto depois da Maria Júlia (segunda filha) e foi o exercício físico que me trouxe de volta para a vida”, revela. A corrida dava pique para Thalita sair de casa, cuidar dos seus filhos e proporcionava um momento de cuidado consigo mesma. “Eu ia até empurrando o carrinho – modelo que evita impactos para o bebê. Não era um momento exclusivo para mim, mas era quando eu me cuidava”, diz.

Mesmo que não tenha sofrido muitas mudanças no corpo, a prática da corrida melhorou sua autoestima e o modo como lidou com questionamentos e dúvidas que surgiram pós-parto. “O exercício físico me fez enxergar como a vida é boa e somos fortes o bastante para lidar com qualquer problema. A partir do momento que uma mulher se torna mãe e coloca outro ser humano no mundo que depende dela, essa pessoa é capaz de qualquer coisa!”.   

E aí novas mamães? Estão prontas para retomar seus exercícios com moderação?

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