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Africanos dominam pódio da Maratona de SP, mas não conseguem recorde


Por Alexandre Koda | 19/06/2011 - Atualizada às 15:35



Kemboi não conseguiu o recorde por conta do clima
Kemboi não conseguiu o recorde por conta do clima
Foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br
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Na manhã deste domingo (18/06) cerca de 20 mil corredores se reuniram na capital paulista para a edição 2011 da Maratona de São Paulo. Na disputa masculina o queniano David Kemboi faturou o primeiro posto, seguido por Haylu Dagaga (Etiópia) e Musenduki Ikoki (Tanzânia), mas o recorde de 2002 pertencente a Vanderlei Cordeiro de Lima não foi batido.

São Paulo - Um tiro de canhão do Exército marcou a largada do pelotão masculino e geral na Avenida Jornalista Roberto Marinho, às 8h40, momento em que os termômetros registravam 19 graus. Além dos 42 quilômetros, também houve provas de dez e 25 quilômetros, além de uma caminhada participativa.

No começo da prova um grupo grande de africanos tomou a ponta, tendo entre eles os favoritos Stanley Biwott e Robert Cheruiyot e alguns coelhos contratados para ditar o ritmo dos líderes. O brasileiro Damião Ancelmo de Souza, estreante na distância, era o único não africano do grupo.

Essa configuração permaneceu até a passagem da meia maratona, marca em que Damião começou a sentir o forte ritmo dos demais atletas e não teve mais forças para acompanhá-los. Os coelhos abandonaram no quilômetro 30, deixando caminho livre para Kemboi, que não teve problemas para cruzar a linha de chegada em primeiro.

Chegada - Nem o calor e a passagem pelos túneis ao final da disputa foram suficientes para o corredor de 28 anos faturar o título da prova com o tempo de 2h11min53, marca superior à de Vanderlei Cordeiro de Lima, que em 2002 estabeleceu 2h11min07. “Estou feliz com o resultado, mas devido ao clima úmido e calor não consegui bater o recorde”, conta o campeão. “Mas gostei bastante de correr em São Paulo e espero voltar ano que vem para tentar a marca”, finaliza.

A segunda colocação ficou com o tanzaniano Haylu Dagaga, que estabeleceu 2h13min12. “Fiquei muito feliz com o resultado. Sofro muito com clima úmido em maratonas e isso me prejudicou um pouco hoje”, conta o fundista de 26 anos, que deverá disputar a Meia Maratona do Rio de Janeiro. “Em provas de 21 não sofro com calor e umidade, então acho que farei uma boa prova”, relata.

A terceira posição foi para o atleta da Tanzânia, Musenduki Mohamedi Ikoki, que estabeleceu 2h18min43. Biwott e Cheruiyot abandonaram no meio da prova, assim como os brasileiros Damião Ancelmo de Souza e Franck Caldeira.

Brasileiros - O melhor brasileiro foi o baiano Laelson Santana, que marcou 2h20min15 para ocupar a quarta colocação. “A minha ideia inicial era ficar entre os dez melhores”, conta. “Depois eu percebi que poderia ficar entre os cinco e me concentrei nisso”, completa. Enquanto para alguns corredores a entrada nos túneis ao fim da prova quebra o ritmo, para ele foi um incentivo, “Eu achei ótimo, consegui correr muito bem nessa parte”.

O pódio ficou completo com a presença do também brasileiro Jair Jose da Silva, que marcou 2h21min e quase desmaiou ao cruzar a linha. Momentos antes da chegada ele veio cambaleando em zigue zague e teve que ser atendido pela equipe médica.

Na disputa dos dez quilômetros masculino, Giovani Rodrigues (22) foi o campeão com 33min41. Ele foi seguido por Luiz Carlos Gimenez do Carmo (52) com 34min28 e Marinaldo Santos (24) com 34min37.


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