O queniano ficou 48 horas ao ar livre em temperaturas congelantes
Foto: Ava Weintraub Photography/Licença Creative Commons
O corredor queniano Marko Cheseto, 29, integrante da equipe de cross-country da Universidade do Alasca Anchorage (UAA), ficou desparecido por dois dias no Alasca e e sofreu hiportermina, amputação dos pés e teve as mãos congeladas. O atleta de longa-distância não usava roupas adequadas para enfrentar o inverno rigoroso e tempestades de neve.
Em comunicado publicado no site da universidade, o jovem agradeceu as buscas empenhadas pela universidade e voluntários. "Enquanto eu ainda estou em recuperação, tanto física como emocional, farei o melhor para retribuir à comunidade que me ajudou, assim como ao meu país. Peço sinceras desculpas por eventuais problemas que eu possa ter causado”.
Após 48 horas ao ar livre em temperaturas congelantes, Cheseto entrou cambaleando em um hotel perto do campus da universidade na madrugada do dia nove de novembro. O gerente noturno do hotel afirmou ao jornal Anchorage Daily News que a equipe de paramédicos não conseguia tirar seus sapatos, que estavam congelados com seus pés.
Cheseto é estudante de enfermagem e nutrição, mas sofre de depressão desde que seu colega de univeresidade, o corredor queniano William Ritekwiang, cometeu suícidio em fevereiro. "Ele agora parece muito otimista e ansioso para começar um programa de reabilitação", diz Steve Cobb, diretor de atletismo da UAA. Durante seu tempo na universidade, Cheseto, registrou recorde para Meia Maratona Anchorage Mayor's (2010), além de ganhar outros títulos como atleta universitário.