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Corredores se divertem na Family Run da Maratona do Rio de Janeiro


Por Patrícia Serrão | 19/07/2011 - Atualizada às 15:00

Isadora não sabia que tinha vencido a prova
Isadora não sabia que tinha vencido a prova
Foto: Patrícia Serrão/ www.webrun.com.br
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A prova de seis quilômetros da Family Run estava programada para sábado (16/07) visando propiciar aos corredores da maratona e da meia participarem junto com a família e amigos, além de oferecer uma oportunidade de treinamento na véspera da prova. Porém, a Companhia Estadual de Trânsito – CET RIO obrigou a transferência da corrida para domingo (17/07,) provocando reclamações e tendo menos atenção dos organizadores do evento que focaram nas outras provas do dia.

Rio de Janeiro – Apesar de alguns problemas, os corredores se divertiram e promoveram uma grande festa. Isadora da Silva não imaginava que seria a primeira colocada da prova feminina quando chegou ao local da largada faltando poucos minutos para o tiro inicial. “Eu achava que a largada seria no monumento dos Pracinhas, então corri três quilômetros para chegar a tempo. Faltavam só cinco minutos, por isto não tive tempo nem de aquecer”, conta.

Isadora só descobriu que ocuparia o local mais alto do pódio quando cruzou a linha de chegada. Isto porque durante a prova veio atrás de duas corredoras que não estavam inscritas oficialmente. “Tinham duas meninas que estavam correndo, acho que como treinamento para o triathlon, que não estavam inscritas na prova, mas eu não sabia. Então vim com elas que puxaram muito o ritmo”, explica.

Mesmo com pipocas atrapalhando as corredoras, a prova feminina foi bastante disputada com a diferença de tempo das três primeiras colocadas sendo de apenas um segundo. Isadora completou o percurso em 20min31, Suenia Maria Marques Andrade, segunda colocada, fez em 20min32 e Fernanda Linz dos Santos em 20min33.

Masculino – A prova masculina também teve problemas de organização e Paulo Machado só soube que chegou em primeiro lugar depois de cruzar a linha de chegada. “Correu um francês na minha frente sem número de inscrição e eu fui atrás. Graças a isso abri distancia dos outros competidores. Achei que era o segundo, só quando cruzei a linha de chegada que me falaram que eu era o primeiro”, afirma.

Paulo correu os seis quilômetros em 18min43. O segundo a cruzar a linha de chegada foi Jefferson dos Santos Vieira, que fez o tempo de 18min49, enquanto Eder Gomes de Mattos (19min03) foi o terceiro colocado.

Amadores – Com seis mil inscritos a Family Run confirmou a vocação de ser uma das provas mais animadas do evento e com a maior diversidade de corredores. Havia muitos estrangeiros, corredores fantasiados além de famílias inteiras disputando os seis quilômetros.

A única reclamação dos corredores foi em relação à mudança do dia, que impediu os maratonistas e corredores das outras distâncias de participarem. Este foi o caso de Marina Jones, 36 anos, que levou os filhos Raphael (15 anos), Thomas (12), Maria Luiza (11) e o caçula Matthew, de dez para participarem da prova. “Meu marido está fazendo a maratona e resolvemos correr a Family todos juntos como forma de integração, mas com a mudança na data da prova ele não pode correr conosco”, conta.

Um grupo de argentinos também participou da prova e saiu encantado com a beleza da Cidade Maravilhosa. “O percurso é muito lindo, a cidade é muito bela, quase tanto quanto Buenos Aires” provoca Marcos Robles, 47 anos.

Outro estrangeiro que se apaixonou pelo Rio de Janeiro foi o americano Robert Stango, 26 anos “Eu acho esta a melhor cidade do mundo e não poderia perder a chance de participar da corrida”, conta. Apesar de gostar da prova e da cidade, Robert reclamou da organização, pois tentou entrar em contato para saber a data da retirada dos kits e não foi respondido.

Público - O público carioca foi para as ruas apoiar os corredores, incentivados pelo programa “Adote um metro”, da marca esportiva Olympikus. A ideia era que cada pessoa fosse responsável por apoiar os corredores num espaço de um metro.

Para isto foi criado um site, onde se poderia escolher a localização do metro adotado e receber um kit com material para ser utilizado na torcida. Além disso, no domingo (17/07) foi distribuído ao público presente no Aterro do Flamengo um kit com dois cartazes, caneta esferográfica e uma mão gigante para a torcida.

Quem gostou do kit foi a catarinense Caroline Gomes da Costa, de 76 anos, que levou as filhas e as netas para prova e ficou na torcida. “Onde elas vão correr eu vou junto. Viemos todas de Joinville (SC)”, conta sem esconder o orgulho pelas atletas da família.

Marina Farias, de 29 anos, comandava uma pequena torcida organizada para o namorado na chegada. Ela estava acompanhada dos dois enteados e do sogro, todos ocupados escrevendo cartazes de apoio aos corredores. “Vim torcer pelo meu namorado, dar um apoio extra”, diz.


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