De acordo com os novos critérios, recorde mundial passa a ser reconhecido como melhor tempo do mundo
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No Campeonato Mundial de Atletismo 2011 em Daegu, na Coréia do Sul, o Congresso da Associação Internacional das Federações de Atletismo (Iaaf) aprovou uma monção para mudar o padrão pelo qual as mulheres atingem recordes mundiais em corridas de rua. Pelo novo critério, apenas tempos marcados em competições apenas femininas seriam reconhecidas como recordes mundiais, e as performances em provas mistas seriam reconhecidas como “melhor tempo do mundo”.
Por exemplo, no novo critério a marca de Paula Radcliffe na Maratona de Londres 2003, de 2h15min25, não seria chamada de recorde mundial, mas sim de melhor tempo do mundo. Já sua marca na Maratona de Londres 2005, de 2h17min42, seria o recorde mundial.
As diretorias das Maiores Maratonas do Mundo (WMM) e da Associação das Maratonas Internacionais (Aims) reviram a decisão recente do congresso e acreditam que o novo critério não representa o que é exigido pelo esporte de corridas de rua.
Também acreditam que deve haver dois recordes mundiais para as competições que reconheça separadamente os tempos alcançados em provas mistas e apenas femininas. Aims e WMM continuarão a reconhecer os dois tipos de performances como recordes mundiais e irão discutir este assunto com a Iaaf, reconhecendo:
A maioria das competições de rua por todo o mundo são mistas;
A Aims e a WMM parabenizaram a Iaaf por introduzir recordes mundiais nas corridas de rua e por continuar o apoio às corridas por meio de seu sistema de divisão. Vale lembrar que a Aims representa mais de 300 corridas mundiais, o que é a maioria das competições. As provas da WMM são as Maratonas de Boston, Berlim, Chicago e Nova York. Ambas são representadas na Comissão de Corridas de Rua da Iaaf e tem papéis importantes no tema.