Importância dos treinamentos de endurance
O mais importante aspecto do treinamento de endurance é desenvolver o sistema aeróbio total. Isto inclui boa circulação sangüínea, desenvolvimento das fibras musculares de contração lenta e a habilidade para queimar grandes quantidades de gordura para produção de energia. Diminuição da performance, contusões e doenças quase sempre são originadas por uma carência ou falha da função aeróbia (MAFFETONE,1996).
O primeiro passo para produzir um sistema aeróbio altamente eficiente é construir uma larga e sólida base aeróbia. Esta é a fase do treinamento em que todos os seus treinos devem ser aeróbios, ou seja, no limiar aeróbio máximo ou abaixo dele. Neste período, devem ser eliminados quaisquer trabalhos de musculação, e trabalhos de velocidade, visto serem trabalhos anaeróbios (MAFFETONE,1996).
As principais razões para isso são as seguintes:
1) Treinamento anaeróbio pode diminuir o número de fibras musculares aeróbias, às vezes, de modo bastante significativo, em apenas poucas semanas de treinamento inadequado.
2) O ácido láctico produzido durante treinamento anaeróbio pode inibir a produção de enzimas musculares aeróbias, que são necessárias no metabolismo aeróbio.
3) Treinamento anaeróbio eleva seu quociente respiratório. Isto significa que a percentagem de energia derivada da glicose aumenta e de gordura diminui. Com o tempo, isto pode forçar um maior metabolismo anaeróbio e menor função aeróbia.
4) Stress também tem uma resposta fisiológica no organismo, e pode inibir o sistema aeróbio. Stress é quase sinônimo de treinamento anaeróbio. Stress excessivo eleva os níveis de cortisol, que provoca um aumento dos níveis de insulina, inibindo a utilização da gordura e aumentando o uso da glicose. Isto também promove o metabolismo anaeróbio e inibe a atividade aeróbia (MAFFETONE,1996).
André Vazquez
Consultor Webrun da seção Ultramaratona. É graduado em Educação Física e Mestre em Psicologia do Esporte pela Universidade de Madri. Recordista continental de ultramaratona de 48 horas com 357,2 km (Phoenix), nono colocado no ranking mundial de ultramaratona de 48 horas (2000) e em 1997 foi o recordista mundial de quantidade de maratonas feitas em um ano. Ao todo foram 51 maratonas.