Vanderlei Cordeiro foi o responsável por autorizar a largada
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Percílio sofreu, mas diz que valeu a pena correr a prova
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O australiano Kellen Robinson veio ao Rio pela primeira vez e adorou a cidade
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Manoela completou sua primeira maratona
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Mais de mil atletas completaram a maratona
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A Maratona Caixa da Cidade do Rio de Janeiro, prova que aconteceu no último domingo (18/07) na Cidade Maravilhosa, teve um total de 1.665 finishers, entre homens e mulheres, segundo o resultado oficial. No percurso dos 42,195 quilômetros, brasileiros, estrangeiros, cariocas e atletas de diversos estados brasileiros compartilharam emoções.
Rio de Janeiro - Domingo de manhã, com clima frio e garoa no Rio de Janeiro, nada melhor do que permanecer sob as cobertas, ou assistir a um bom filme acompanhado de uma boa bebida quente certo? Não para os milhares de corredores que participaram da Maratona e antes das 7h já estavam no Recreio dos Bandeirantes aguardando a largada.
Pontualmente às 7h30 o herói olímpico brasileiro, Vanderlei Cordeiro de Lima, soou a buzina de largada para abrir oficialmente a edição 2010 da competição. São Pedro foi generoso e cessou a chuva no momento das saídas dos atletas, mas eles tiveram que superar o vento contra durante quase todo o trajeto.
Depois de encaradas as adversidades, nada melhor do que cruzar a linha de chegada e colher os louros da vitória. “Eu não sabia que era tão difícil”, conta ainda ofegante Percílio Rogério do Nascimento. “Foi complicada, mas é uma prova maravilhosa. Tive um contratempo no meio do caminho, precisei fazer uma parada, mas deu tudo certo no final”, lembra o paulista que disputou a prova carioca pela primeira vez. “Sempre que fizerem essa prova, eu estarei aqui”, finaliza.
Quem também achou a prova complicada foi o australiano Kellen Robinson. “Essa foi minha sétima maratona e acho que foi uma das mais difíceis... Ou então estou ficando velho”, conta o corredor de 47 anos. “De qualquer forma, é sempre muito bom completar uma maratona”.
Estreia - Diferente dos outros dois corredores, que já haviam disputado uma prova de 42,195 quilômetros, a jornalista Manoela Penna debutou na distância. “É mais difícil trabalhar em assessoria de imprensa e ralar para que tudo dê certo, do que correr uma maratona”, relata a carioca que trabalha como assessora de eventos esportivos. “Todo mundo deveria correr uma maratona. É incrível como você descobre o seu corpo e passa a ter sensações de alegria, de raiva, dor, emoção”.
Ainda segundo a corredora, o trecho mais complicado foi os 21 quilômetros da Barra. “Parecia interminável, pois é uma linha reta em que você não vê a ponta da praia. No Leblon, por exemplo, você enxerga Ipanema, em Copacabana vê o Leme, mas na Barra você corre e parece nunca chegar”. Ela conta também que na Avenida Niemayer conseguiu ultrapassar vários outros corredores e chegou inteira ao final. “Fechei em 4h21 e agora tenho metas. Antes qualquer coisa era lucro, agora tenho um nome a zelar”, finaliza Manoela ainda sentido a endorfina fluir pelo corpo.
Se os atletas aprovaram a competição, os responsáveis pela organização também analisam o evento com um sucesso. “Tecnicamente a gente vem melhorando ela a cada ano e dessa vez podemos dizer que São Pedro é carioca. Durante três dias choveu muito na cidade, tivemos problemas na montagem, mas no dia ele deu aquela força para comemorarmos no Aterro do Flamengo”, comenta Carlos Sampaio, o Carlinhos, diretor da Spiridon Eventos.
Para aqueles que quiserem guardar uma recordação da prova, já estão disponíveis o
Vídeo da Chegada e as
Fotos.