Em muitos trechos a maré alta foi um desafio a mais
Foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br
Camila Brasil não escondeu o nervosismo inicial
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Os corredores dividiram o percurso com os carros em alguns trajetos
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Todas as equipes já cruzaram a linha de chegada da edição 2009 do Revezamento Volta à Ilha, competição que deu um verdadeiro abraço na parte insular de Florianópolis. Durante todo o dia os atletas tiveram que enfrentar chuva, lama, areia fofa e outros desafios para completar os 150 quilômetros da disputa, que teve vitória da Paquetá Esportes Asics.
Florianópolis - As largadas aconteceram a partir das 4h no Trapiche da Avenida Beira Mar Norte, na região central da cidade, com temperatura amena e sem chuva. Pouco tempo depois, porém, já por volta das 5h, São Pedro abriu as torneiras celestiais e mandou um verdadeiro temporal para a Ilha da Magia.
Os nove atletas da Paquetá Esportes Asics faturaram o tetracampeonato da prova ao marcar o tempo de 8h50min39. “A maré alta e a areia muito molhada geraram as maiores dificuldades, mas o que importa é que nós vencemos, mesmo não quebrando recordes”, relata Adelar Schuler, um dos integrantes do grupo vencedor.
Amadores - A condição extrema prejudicou a performance de alguns atletas amadores, já que diversos trechos do percurso ficaram inundados e muitas vezes era necessário correr com água pela cintura, como no caso das dunas da Praia do Santinho. Durante todo o dia a condição climática oscilou entre chuvas fortes e mormaços, com o sol ameaçando abrir em alguns momentos.
Camila Brasil abriu a prova e confessa que estava muito apreensiva por encarar a adversidade que tinha pela frente, mas depois de largar o sentimento mudou completamente. “Depois que você começa a correr, esquece da chuva. O problema é o tênis pesado por causa da água, mas a adrenalina é muito grande e você só pensa em terminar o trecho”. Ela representou a equipe MPR Runner’s.
Quem também teve que ter muita força de vontade foi Ana Maria Vieira dos Santos, que encarou a maré um tanto quanto alta entre a Praia dos Ingleses e o Santinho. “O mar estava alto e em alguns trechos me molhei bastante, mas foi bem gostoso”, relata.
Outro que encarou muita água pela frente foi o mineiro Lucio Tolentino, principalmente na Praia de Moçambique, onde a faixa de areia praticamente inexistia, devido à ressaca do mar. “Tinha muita água na estrada também, mas foi um trecho bom e fiz no tempo previsto inicialmente”, relata o debutante na Volta à Ilha.
A também debutante Dominique Schmidt relata que sofreu muito com a areia fofa e a água num nível elevado até Moçambique. “Foi ruim, mas eu consegui, Graças a Deus”. Perguntada se mesmo com as adversidades valeu a pena, a atleta da Filhos do Vento (RJ) brinca: “Depois de terminar a gente sempre acha que sim, mas durante a prova não”.
O treinador e colunista do
Webrun Nelson Evêncio também correu alguns trechos da competição e revela que quase precisou atravessar a nado as dunas do Santinho. “Estava muito alagado, com água na cintura. A areia não estava tão fofa, mas como tinham as poças, não dava para escolher muito onde correr”.
Cíntia Freitas correu o trecho entre a Praia do Campeche e a da Armação, com distância de 8,6 quilômetros, considerada de média dificuldade, e teve uma surpresa no final. “Haviam me dito que os últimos dois quilômetros eram de asfalto, mas cheguei aqui e me deparei com a praia, terreno que não é meu forte”. Mesmo assim ela ultrapassou três atletas na areia antes de entregar o bastão para o próximo corredor de sua equipe. “Acho que foi uma superação, a experiência é muito boa”, completa a representante da equipe Andarilha, de Florianópolis.