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Quenianos falam em recorde do percurso na Maratona de São Paulo


Por Alexandre Koda | 30/04/2010 - Atualizada às 19:43

Os quenianos farão jogo de equipe de olho no recorde
Os quenianos farão jogo de equipe de olho no recorde
Foto: Sérgio Shibuya/ SDL
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Nessa sexta-feira (30/04), durante entrevista coletiva, os favoritos ao título da Maratona de São Paulo 2010 estiveram reunidos para falar sobre as expectativas da competição deste domingo (02/05). O destaque ficou por conta dos atletas do Quênia, que acreditam ser possível a quebra do recorde do percurso.

Ao serem perguntados sobre qual tempo planejam fazer nos 42 quilômetros paulistanos, Philip Biwott, Jonathan Kipkorir e Stanley Biwott foram categóricos na resposta: “É difícil fazer uma previsão, mas talvez dê para correr na casa das 2h10min”. Caso o tempo se confirme, seria a quebra do recorde obtido por Vanderlei Cordeiro de Lima em 2002, ocasião em que marcou 2h11min19.

As chances de isso acontecer são grandes, principalmente após as mudanças adotadas em relação às provas anteriores, como a substituição das subidas no interior da USP por mais trechos planos nas Avenidas Juscelino Kubitscheck e Faria Lima. Além disso, os quenianos Mathew Chemboy e Mark Korir foram contratados como coelhos e ditarão o ritmo dos líderes até pouco mais da metade dos 42 quilômetros.

Apesar de terem chegado do Quênia há poucos dias, Philip, Jonathan e Stanley não acreditam que o cansaço da viagem influenciará de forma negativa o desempenho na disputa, ainda mais se depender do companheirismo. “Tentaremos correr juntos o máximo de tempo possível”, enfatiza Stanley.

Egoísmo - A mesma estratégia não parece passar pela cabeça dos brasileiros, pelo menos de acordo com Franck Caldeira. “Os brasileiros são egoístas”, ataca o mineiro. “Se tivéssemos a característica de corrermos juntos, nos ajudando, certamente poderíamos bater os quenianos”, completa.

Já o gaúcho Claudir Rodrigues prefere ser mais comedido nas palavras e passa uma outra explicação sobre a falta de companheirismo dos canarinhos. “Às vezes fica complicado para atletas de diferentes equipes fazerem isso, pois os níveis de condicionamento são diferentes”.

Ainda na questão diferença de condicionamento, Franck afirma que foi prejudicado por uma lesão no final de março e só voltou a treinar há duas semanas. “Há dois anos eu tento me desligar das maratonas e voltar par as corridas mais rápidas, mas gosto da prova de São Paulo”, lembra o representante do Cruzeiro. “A maratona é algo muito desgastante”, completa.

Se Franck não teve uma preparação especial para o evento, Claudir teve um início de temporada totalmente focado para lutar pelo bicampeonato. “Ano passado não pude participar por motivo de lesão, mas agora quero dar o meu melhor”, enfatiza o sulista que em 2010 já venceu a Meia de Florianópolis, a Corrida da Cebola e ajudou a equipe Paquetá Esportes Asics a conquistar o penta do Revezamento Volta à Ilha.
A largada da elite masculina será na Avenida Jornalista Roberto Marinho às 8h58, enquanto a chegada será na região do Parque do Ibirapuera. Este ano 20 mil pessoas participarão do evento, divididas na prova principal, 25 quilômetros, 10 e caminhada de três quilômetros.


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