O percurso possui características que não homologam o recorde
Foto: Divulgação/ Fayfoto
Os recordes conquistados na Maratona de Boston, que ocorreu no dia 18 de abril, pelos quenianos Geoffrey Mutai (2h03min02) e o segundo colocado, que também concluiu a competição abaixo do recorde mundial atual, Moses Mosop (2h03min06), não foram aceitos pela Associação das Federações Internacionais de Atletismo (Iaaf).
Os recordes não foram aceitos, pois a Maratona de Boston fere alguns pontos do manual de regras de competições da Iaaf. A distância traçada em linha reta entre a largada e a chegada não deve ter mais da metade da distância da prova, no caso, 21 quilômetros.
Entre a largada e a chegada não pode haver decréscimo de elevação de um metro por quilômetro (1:1000 metros) . No caso da maratona essa redução poderia ser de no máximo 42 metros, mas a Maratona de Boston possui o ponto de partida cerca de 122 metros mais alto do que o da chegada, tornando o recorde inválido.
Além disso, a disputa em Boston foi marcada por um vento favorável aos competidores, que ultrapassa a velocidade permitida pela Iaaf, que é até dois metros por segundo. Para acessar o manual de regras da entidade acesse o site oficial
www.iaaf.org seção X, regra 260.28 (página 234).
A liderança nos primeiros quilômetros foi do americano Ryan Hall, que puxou o resto do pelotão ao marcar 14min47 nos cinco quilômetros e 29min05 na passagem dos dez. Os líderes passaram a meia em 1h01min58 e, ao final, Mutai estabeleceu um ritmo médio de 2min55 por quilômetro.