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Volta à Ilha manterá formato nas próximas edições


Por Alexandre Koda e Juliana Dal Piva | 26/04/2010 - Atualizada às 22:22

Os atletas largam do trapiche da Beira- Mar e percorrem 150 quilômetros contornando a ilha
Os atletas largam do trapiche da Beira- Mar e percorrem 150 quilômetros contornando a ilha
Foto: Christian S. Mendes/ Focoradical
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Como o interesse pela competição continua aumentando, crescer e aperfeiçoar são temas bastante debatidos ao final da Volta à Ilha. Carlos Duarte, organizador do evento, analisa que melhorar sempre é possível, mas que não há como aumentar muito mais o número de participantes e equipes. “A estrutura básica é essa. Dentro da concepção criada e da estrutura de Florianópolis, não há como expandir essa quantidade”, explica.

Ele confessou que ainda não pensou como ocorrerá a distribuição das vagas de participação no futuro. “Se a prova continuar com mais procura, a gente vai ter que pensar para saber como administrar daqui há cinco ou 10 anos, mas ainda não sabemos”. Como a disputa foi realizada com chuva, Duarte avalia que a prova contou com menos turistas na praia, mas, mesmo com tempo aberto, não há maneira de acrescentar 30 ou 40 equipes.

Um dos motivos principais para o controle de participantes é o trânsito de vans durante a prova, que também é o maior problema dos participantes na competição – são cerca de 800 veículos envolvidos diretamente na Volta à Ilha. De acordo com o organizador, a ideia de fazer mais edições em outros locais já foi levantada, mas não foi viável porque o planejamento é muito complexo. “Uma apenas não valeria a pena”, informa.

Duarte acredita que a prova vai manter o formato, porém precisa melhorar na questão da divulgação. “Tem muitas coisas para fazer no sentido de aumentar a visibilidade nacional e internacional, mas acho que o envolvimento da comunidade pode ser um pouco mais intenso”. Outro ponto, lembrado por ele, é o crescimento do nível técnico das equipes.

Estreia de Fátima Duarte na corrida: A família Duarte sempre participa da prova com uma equipe, mas esta foi a primeira edição da Volta à Ilha em que a organizadora, esposa de Carlos, correu com os familiares um dos trechos que contornam a cidade. “Como fico responsável pela chegada dos atletas nunca conseguia participar, mas no ano passado decidi e me organizei”, conta Fátima.

Logo pela manhã, ela pegou o bastão no posto de troca do Forte São José e correu até o fim de Jurerê. “É muito emocionante receber o bastão e ao entregar ver que você conseguiu cumprir no tempo previsto para não prejudicar o grupo”, diz ela, que agora é a segunda mulher a integrar a equipe da família.

Ela desabafou que às vezes fica chateada com o fato de algumas pessoas não reconhecerem que a Volta à Ilha tem características próprias por ser “manézinha” da ilha, especialmente físicas. Fátima, no entanto, observa que sente que a prova é um novo sucesso a cada edição. “Nós temos a sorte de tudo que a gente faz dar certo. A gente pega para trabalhar e é muito guerreiro, por isso, conseguimos”, finaliza.


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