• Maratona - Marílson dos Santos se despede do esporte nas Olimpíadas de 2016

Marílson dos Santos se despede do esporte nas Olimpíadas de 2016

O fundista Marílson Gomes dos Santos começou cedo, o brasiliense que correu pela primeira vez aos 12 anos com uma equipe de Ceilândia (DF), está prestes a completar 39 anos de idade, sendo 27 de carreira e busca finalizar sua história no mundo das corridas com uma medalha olímpica.

O atleta contou que a preparação em Londres não foi como esperava, mesmo assim ele conseguiu resultados Foto: Divulgação O atleta contou que a preparação em Londres não foi como esperava, mesmo assim ele conseguiu resultados Foto: Divulgação

Ao iniciar seus treinos na pré-adolescência surpreendeu com seu desempenho o técnico Albenes de Souza, de Ceilândia, que o estimulou ainda mais e logo o corredor estava vencendo os colegas nas competições. Aos 15 mudou-se para Santo André para treinar no SESI Paulista e desde então não parou mais. Em 2000 entrou para o clube BM&F Bovespa e iniciou sua fama no atletismo com uma sequência de vitórias, entre elas o tricampeonato na Corrida de São Silvestre, onde mantém o título de último brasileiro vencedor da prova, no ano de 2010.

Mas a fama internacional chegou ao se tornar o primeiro sul-americano a vencer a Maratona de Nova York, em 2006 e logo depois conquistando o bicampeonato em 2008.

Olimpíadas
Com duas participações distintas em Jogos Olímpicos (Pequim 2008 e Londres 2012), o atleta busca a realização de seu maior sonho: uma medalha olímpica. “As duas provas que participei foram bem diferentes. Em Pequim estava muito preparado e ciente de que conseguiria um bom resultado, mas infelizmente acabei desistindo da prova. Até hoje não sei bem o que aconteceu, mas naquele dia não estava me sentindo bem, além dos fatores climáticos que foram prejudiciais”, diz.

Marilson começou no Clube BM&F Bovespa em 2000 Foto: Fernanda Paradizo/Divulgação Marilson começou no Clube BM&F Bovespa em 2000 Foto: Fernanda Paradizo/Divulgação

Para Londres a preparação não estava completamente nos eixos e mesmo assim, o atleta ficou entre os cinco primeiros colocados. “Não consegui fazer um volume suficiente durante meus treinamentos e ainda assim conquistei a melhor marca de um não-africano na prova. Agora busco pegar tudo que aprendi nessas duas participações para fazer meu melhor resultado no Rio”.

O fundista e sua esposa Juliana Gomes dos Santos, que também estará nas Olimpíadas competindo nas distâncias de 1.500 e 5.000m, estão atualmente finalizando o ciclo de treinamentos em altitude, na Colômbia, e voltam ao Brasil poucos dias antes do início das Olimpíadas, diretamente para o Rio.

Despedida do esporte
Finalizando sua carreira de fundista, Marílson conta que após as Olimpíadas só pretende descansar. “Quem corre profissionalmente sabe que é muito difícil manter um forte rendimento até esta idade, mas não desisti. Vou me esforçar ao máximo nesta última prova para encerrar minha carreira com a sensação de missão cumprida”. O atleta é o brasileiro com melhor tempo classificado para as os Jogos Olímpicos com 2h11min.

O atleta se despede das pistas após as Olimpíadas Foto: Alexandre Koda/Webrun O atleta se despede das pistas após as Olimpíadas Foto: Alexandre Koda/Webrun

Este texto foi escrito por: Christina Volpe

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