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São Silvestre chega a 94ª edição com domínio africano no pódio

Etíope Belay Bezabeh e a queniana Sandrafelis Tuei são os grandes vencedores da competição

A cidade de São Paulo amanheceu hoje com uma manhã ensolarada, mas com temperatura elevada e poucas nuvens. E, ao que tudo indicava, seria um belo palco para a tradicional Corrida Internacional de São Silvestre, que nesse ano, chegou a sua 94ª edição. Considerada uma das provas mais importantes do Brasil, a competição de 15k reuniu mais de 30 mil corredores, vindo de todo lugar do mundo e também do país.

Na disputa, os atletas africanos levaram a melhor mais uma vez, vencendo tanto na categoria masculina com o etíope Belay Bezabh, no tempo de 45min03 quanto no feminino, com a queniana Sandrafelis Tuei, com o tempo de 50min02.

Completaram o pódio masculino os corredores Dawitt Adamsu de Bahrein (45min06) e Amdework Tadese da Etiópia com 45min13, Emmanuel Gisamoda da Tanzânia com 45min23 e Maxwell Kortech, de Uganda, com 45min45. Já no feminino, o segundo lugar foi da queniana Pauline Kamulu, com 50min19 e Mestawut Truneh, da Etiópia, com 52min45 no terceiro lugar. Esther Kakuri do Quênia e Birthukan Alemu da Etiópia, ficaram com o 4º e o 5º lugar respectivamente, com os tempos 52min47 e 53min06. Os melhores colocados brasileiros foram Giovani dos Santos e Jenifer Nascimento da Silva, ambos com a 8ª posição.

Competição

Foi durante o trecho da subida na Avenida Brigadeiro Luís Antonio, que o atleta Belay Tilahun conseguiu ultrapassar o bicampeão da prova Dawitt Adamasu para conquistar o primeiro lugar. Mas Belay nem pôde comemorar o título: logo após o término da prova e da cerimônia de premiação, ao entrar no auditório para conceder a entrevista coletiva, o corredor passou mal e foi conduzido para um hospital mais próximo da região. Segundo os técnicos, ele não se sentiu bem devido ao forte calor.

Crédito: Djalma Vassão/Gazeta Press, Sergio Barzaghi/Gazeta Press e Sérgio Shibuya/Yescom

Crédito: Djalma Vassão/Gazeta Press, Sergio Barzaghi/Gazeta Press e Sérgio Shibuya/Yescom

Quem também não se sentiu confortável com a temperatura foi a vencedora Sandrafelis que, durante a coletiva de imprensa, agradeceu aos brasileiros pelo apoio durante a prova. “Não estava me sentindo bem durante a prova, mas agradeço a Deus que me deu força para chegar no primeiro lugar. E com a torcida dos brasileiros, consegui seguir em frente e me superar”, completou a vencedora, natural do Quênia.

Brasil no atletismo

Abalados pelo corte da Bolsa Atleta e também pelo anúncio do fim das atividades do clube Cruzeiro, que há 34 anos atua com forte expressão no cenário brasileiro, os atletas Giovani dos Santos e Jenifer Nascimento concederam uma entrevista aos jornalistas, depois das 5 melhores atletas da prova. Para o experiente atleta, o desempenho na São Silvestre teve um resultado positivo e que ele nunca deixa de focar em conquistar o lugar mais alto do pódio.

Mas ele também acredita que a CBAt precisa ajudar os atletas para a conquista de novos patrocinadores e que assim, em um futuro próximo, todos consigam treinar em condições adequadas. “Estamos perdendo o espaço. Estou desde 2010 dentro da Seleção de Atletismo e não vejo o apoio que merecemos. Estão abandonando os atletas”, afirma o corredor de 37 anos.

A corredora Jenifer compartilha do mesmo sentimento e opinião, já que desde os 13 anos de idade está dentro do atletismo e luta para continuar treinando duro para melhorar cada vez mais. “Trabalho todos os dias para ser atleta e sei que não é fácil. Mas, com o meu resultado de hoje, fico muito satisfeita.”

Questionados do porquê do jejum do Brasil dentro da prova há mais de 8 anos no masculino e no feminino, há mais de 12, os atletas se intercalaram na resposta, em que argumentaram que a falta apoio nas categorias de base e que os cortes dos clubes e do governo são os principais causadores dessa situação.

Crédito: Djalma Vassão/Gazeta Press, Sergio Barzaghi/Gazeta Press e Sérgio Shibuya/Yescom

Crédito: Djalma Vassão/Gazeta Press, Sergio Barzaghi/Gazeta Press e Sérgio Shibuya/Yescom

Clima de alegria entre os corredores amadores

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Para a maioria dos corredores, a corrida de São Silvestre é aquele momento de encerrar com chave de ouro um ciclo, já que é realizada no último dia do ano. Por isso, é comum ver centenas de participantes fantasiados, correndo em grupo e/ou com uma turma de amigos do treino.

Esse foi o caso do grupo das amigas paulistanas Aline Salviano, Alda Vasconcelos, Anete Britto e Simone Rodrigues que vestidas de Mulher-Maravilha – a famosa heroína dos quadrinhos – participaram da prova e se divertiram juntas do começo ao fim. “Nós treinamos na assessoria e decidimos participar da prova para agradecer a tudo que 2018 nos proporcionou. Corremos bem, foi demais! Ano que vem estaremos aqui novamente com muita alegria e emoção!”, comenta Aline.

Muita história

E se teve alegria, teve também muita superação nessa edição da prova, que contou com a corredora paraibana Cícera Verônica, de 47 anos e corredora desde 2010. Após um desempenho ruim em 2017, por conta dos 18 kgs a mais e pelo fator emocional de ter perdido um filho, ela decidiu retornar à competição este ano, melhorar a sua marca e terminar a prova sorrindo.

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“Fiz um grupo de quatro amigos para participar da prova e mesmo que eu não ligue para performance, queria correr melhor do que o ano passado. E eu consegui! Corri sem feliz, sorrindo e estou muito satisfeita”, celebra a participante natural de Campina Grande, mas que reside em São Paulo há 27 anos. E para 2019, a corredora pretende correr pela 4ª vez uma maratona na cidade paulista e, claro, retornar à São Silvestre.“Terminar o ano correndo essa competição simboliza que o ano que vai chegar vai ser melhor do que esse que está encerrando. Eu acredito!” conclui.

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