As ruas de pedra foram uma das dificuldades do percurso
Foto: Monique Barleben/www.webrun.com.br
Pódio Masculino: Ernani de Souza foi quem levou a melhor na competição
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A histórica cidade mineira de Tiradentes recebeu no sábado (16/10) centenas de atletas para a penúltima etapa do Circuito Xterra Regional, que teve três quilômetros de corrida, 28 de bike e mais nove quilômetros de passadas. O local do evento, com ruas de pedra e trilhas de chão batido, desafiou todos os participantes do duatlon.
A altimetria do percurso, cheio de aclives, conciliado com o calor, tornou a disputa ainda mais difícil. Às 10h da manhã, horário da largada, os termômetros já marcavam 27°C e muitos não sabiam o que iriam encarar pela frente. “O sol estava forte demais e a etapa foi complicada porque a gente trabalhou a parte inferior do corpo o tempo todo, pois não teve natação”, conta Rodrigo Henri Altafani, terceiro colocado da prova com a marca de 2h44min45.
“Agora mereço uma semana de descanso”, brinca o paulistano. Já na opinião de Ernani de Souza, bicampeão em 2h34min28, o percurso foi justamente o desafio que ele queria. “Gosto de percurso com bastante subida em trilhas, então eu estava preparado para isso. Só comecei a sentir cansaço nos últimos três quilômetros”, explica o ganhador.
O mineiro também garante que a habilidade no pedal e a nova bike o ajudaram bastante na conquista desta segunda vitória. “Este a bicicleta com fibras de carbono e a minha tática de não olhar para trás quando estou em vantagem me ajudaram. Sempre penso na minha prova”, acrescenta Souza, que trabalha na área administrativa de uma empresa durante a semana.
Para o vice-campeão, Cristian da Cruz, que chegou em 2h44min17, a ausência do triatleta Alexandre Manzan facilitou a chegada dos primeiros colocados ao pódio. “Se o Manzan, líder do circuito estivesse aqui, provavelmente a disputa seria mais acirrada para o Ernani”, reflete Cristian. “Acho que eu também teria um resultado melhor se não tivesse me cansado ontem de noite, ao tentar conhecer o percurso”, acrescenta.
Na véspera da prova, o triatleta, sozinho, acabou se perdendo no meio da trilha e só encontrou o caminho de retorno com a ajuda da luz do celular. “Eu me fadiguei de bobeira, mas hoje consegui manter um ritmo legal até o quilômetro sete da prova. Daí em diante, quando estava mais próximo do Hernani, acelerei ao máximo, mas não alcancei”, completa.