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Pentacampeão do Ultraman revela como fortaleceu aspecto psicológico


Por Paulo Gomes | 08/12/2011 - Atualizada às 13:09

Brasileiro realizou três meses de preparação
Brasileiro realizou três meses de preparação
Foto: Divulgação
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O triatleta brasileiro Alexandre Ribeiro conquistou em 27 de novembro o Ultraman, no Havaí (EUA), pela quinta vez. Foram três dias de prova, totalizando dez quilômetros de natação, 420 de ciclismo e 84 de corrida – equivalente a duas maratonas. Além desta vez, Alexandre conquistou a prova em 2003, 2005, 2008 e 2009.

Preparação - “A caminhada para o Ultraman é muito dura”, conta o pentacampeão mundial, referindo-se ao período de treinos. O atleta do Rio de Janeiro afirma que os treinos na cidade estão cada vez mais complicados por conta das obras para os Jogos Olímpicos de 2016.

“Às vezes perco cinco horas por dia no trânsito. Tenho que ir treinar na região serrana do Estado, em Petrópolis ou Teresópolis”, conta o competidor. “Lá você tem um cenário mais próximo ao do Havaí. Na prova em Kona não tem parte plana, é subida ou descida”, explica.

Em 2011, Alexandre reduziu o período de treinos de seis para três meses, “para não desgastar muito o corpo”. Estudar como lidar com eventuais dificuldades ao longo do percurso também fez parte de sua preparação. “Sabia a estratégia toda para encarar dificuldades na prova, para enfrentar surpresas”, afirma.

Primeiro dia- No dia 25, os triatletas começaram a nadar no mar de Kona às 6h30, e ainda enfrentaram 145 quilômetros de bike. “Nadei bem. São dez quilômetros em linha reta de Kona à Keauhou. Depois de mais ou menos uma hora de prova começa a entrar correnteza contrária. Neste ano ela estava média,não muito forte, então foi tranquilo”, relembra.

Depois de 2h47min na água, Alexandre foi para a disputa da bike brigando pela sexta colocação. Segundo o triatleta, a primeira parte, no dia 25, foi atípica. “Não ventou nada. Você vai até o Parque dos Vulcões, é muita subida e descida. Nos últimos 80 quilômetros é só subida, vamos de zero a 1.600 metros de altitude. Ali é normal pegar vento contra, mas desta vez foi perfeito”, analisa o campeão.

Ele revela que passou mal com a ingestão de um gel de carboidrato, mas conseguiu ir bem. “Vomitei logo no começo, então comecei devagar para me recuperar. Cheguei pouco antes das 14h e fui direto para a massagem das pernas”. Após um jantar às 18h, os atletas foram dormir por volta das 19h30, para levantar às 4h no sábado.

Segundo dia - Às 6h30, Alexandre já estava pedalando novamente. “No segundo dia, teve muito vento contra na descida e a chuva foi muito forte”. O competidor explica que os primeiros trinta quilômetros eram de descida, único trecho do ciclismo em que a utilização do vácuo foi permitida.

“Quando passa essa primeira parte é que começa mesmo. Terminei em segundo, ‘larguei’ o Jonas Colting [sueco que liderava a prova] no quilômetro 100, mas no final o canadense [Michael Coughlin] me alcançou na subida de Waimea”, conta Alexandre.

O dia teve uma condição climática inédita na história da prova. “Um vento lateral de 80km/h empurrava os ciclistas para o abismo. Nunca nos 27 anos de Ultraman foi registrado um vento assim, muita gente teve de descer e empurrar a bike para não cair”.

Confira como foi o terceiro dia e a dica de autocontrole psicológico do pentacampeão de Ultraman na próxima página


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