• Lesão - 5 fake news sobre a condromalácia patelar

5 fake news sobre a condromalácia patelar

Foto: Fotolia

Sem dúvidas, vivemos  hoje em uma era de rápida divulgação e viralização de informações sobre diversas áreas, dentre elas, a da saúde.

Felizmente, pessoas que viviam em comunidades remotas conseguem, por exemplo, entender como funciona um transplante cardíaco. 

Mas, por outro lado, a internet também se tornou terreno fértil para a divulgação das conhecidas “Fake News”. Na área médica, são inúmeros sites, blogs e perfis de redes sociais, muitos deles com milhares de seguidores, divulgando tratamentos e hábitos alimentares sem nenhum embasamento.

Hoje, em pesquisa científica, todo resultado de estudo divide-se em 5 categorias, que chamamos de nível de evidência. Quanto menor o número, maior seu nível de evidência; ou seja um estudo nível de evidência 1 mostra  que aquele medicamento ou intervenção médica tem realmente sucesso comparado com um estudo nível de evidência 5.

Pensando nisso e na responsabilidades social que nós médicos do esporte temos sobre a população, seguem 5 dos principais absurdos sem fundamento científico que tenho visto sobre a condromalacia patelar nas redes sociais atualmente:

1. Glicosamina e Condroitina tem o poder de regenerar a cartilagem

Últimos estudos sérios realizados por pesquisadores sem nenhum vínculo com a indústria farmacêutica publicados nos últimos 0 ano e com nível 1 de evidência mostram que o efeito deste medicamento é igual ao placebo, além de estar relacionado ao aumento de peso e predisposição à diabetes.

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2. Quem tem condromalácia patelar não pode realizar exercícios de agachamento

Pelo contrário! Exercícios bem executados e bem orientados fortalecem a musculatura e aumentam a secreção de interleucinas anti inflamatórias intra-articulares, reduzindo o ritmo de degradação cartilaginosa.

Imprescindível que haja comunicação interdisciplinar entre o médico, fisioterapeuta e educador físico para que a prescrição dos exercícios seja apropriada para o individuo, respeitando as angulações de proteção, com o número de repetições, carga e método e progressão adequados.

O mais importante a se ter em mente sempre é a qualidade da execução do exercício!

3. Apesar da imensa maioria dos pacientes melhorarem de maneira não cirúrgica, existem casos bem definidos pela literatura onde a cirurgia é indicada 


4. Sendo bem reabilitados, com controle de peso e fortalecimento correto, portadores da condromalácia podem sim retornar à corrida de rua, obviamente passando por um período de transição entre reabilitação e o esporte, sempre assistido por um médico do esporte

5. A infiltração do joelho com ácido hialurônico é contra-indicada em estágios iniciais da doença, mas diversos estudos comprovaram a eficácia do ácido hialurônico de médio peso molecular em estágios mais avançados, tanto no controle da reação inflamatória da lesão cartilaginosa, quanto no controle da dor, facilitando o fortalecimento muscular e retorno ao esporte!

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Adriano Leonardi
Médico ortopedista especialista em joelho pela Sociedade Brasileira de cirurgia do joelho (SBCJ). Médico e fisiologista do Esporte pela Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (SBME). Membro da diretoria da Sociedade Paulista de Medicina Desportiva (SPAMDE) 2018-2022. Fundador e ex-presidente da Associação Brasileira de medicina de áreas remotas e esporte de aventura (ABMAR). Colunista e consultor em medicina do Esporte dos sites EU Atleta e Globo Esporte. Sócio fundador do Instituto Reaction.
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