A espera de um final Bollywoodiano

Como postei nesta semana meu treino para a temporada 2008 estava programado para começar hoje, dia primeiro de novembro e tem como foco principal minha participação, em maio, na Maratona de Porto Alegre. Só que este primeiro treino que acabo de fazer no Ibirapuera é diferente dos demais, pois é mais do que um treino, ele é encarado como um teste.

Diferente das rodagens ou de contínuos tiros, a meta hoje era saber em quanto tempo percorro a distância de 1000 metros, valor que vai servir como base para meu técnico formular a planilha de treino que vou tentar seguir religiosamente.

Depois de um trote de 3 quilômetros, parti desembestado pelas alamedas do parque. E, toda vez que eu corro acima de meu limite ou muito próximo dele, minha mente começa a travar uma guerra entre o lado “bom” (que quer dar o máximo) e o lado “ruim” (que quer diminuir o ritmo e até parar). O lado ruim sempre parece que tem mais força: “o que você está fazendo aqui às 6 horas da manhã, diminui o ritmo” para em seguida o lado bom contra argumentar: “força, isso é moleza para você que já sentiu dores piores, complete o teste”.

Como em um filme indiano produzido por Bollywood, em que todos os finais são felizes, o lado “bom” venceu. Consegui correr até o final em ritmo forte para meus padrões e cravei 3min24seg. Bem, como não é recomendado parar logo de cara, ainda trotei mais dois quilômetros para baixar progressivamente a freqüência cardíaca e soltar a musculatura.

Doce ilusão achar que o pior já passou. Nestes próximos meses virão tiros estafantes e longos extenuantes. Mas quem disse que para se treinar para uma maratona não é preciso ter garra, determinação, foco e uma certa dose de sofrimento?

Só espero que quando cruzar a linha de chegada em Porto Alegre minha história seja muito próxima a de um roteiro escrito em Bollywood.

P.S.: A cidade de Bombaim, na Índia, também é conhecida por Bollywood, corruptela das palavras Bombaim e Hollywood, já que a cidade produz em média 300 filmes por ano, em sua maioria seus roteiros tem um final feliz.

Este texto foi escrito por: Harry Thomas Jr.

Redação Webrun

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