A leucina como suplemento para praticantes de atividade física

Os praticantes de atividade física que objetivam ganho de massa muscular, devem estar atentos à necessidade do aumento do aporte de proteínas, durante suas refeições em um determinado planejamento nutricional. Porém, além da quantidade deste nutriente, é importante observar o perfil de aminoácidos que está sendo ofertado ao praticante.

Aminoácidos são as partículas que compõem uma proteína, sendo assim para conseguir a tão sonhada massa muscular, já está bem estabelecido a importância dos aminoácidos de cadeia ramificada, os chamados BCAA’s (leucina, isoleucina e valina), que tornam mais eficiente a sinalização celular para a síntese proteica.

Esta capacidade de estimular a síntese, observada nos aminoácidos de cadeia ramificada, se deve principalmente à leucina, pelo fato dela conseguir aumentar a expressão de moléculas, que regulam a sinalização da síntese proteica e levam ao anabolismo muscular.

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Foto: Janifest/Fotolia Foto: Janifest/Fotolia

 

A maior resposta da síntese proteica ocorre quando se ingere entre 1,7 a 3,5 g de leucina, o que pode ser facilmente obtido com um plano alimentar que contemple adequadas quantidades de alimentos proteicos. Porém, em situações de baixa ingestão proteica, a suplementação com leucina é bem vinda e pode restabelecer a sinalização ideal para a síntese.

Observe que a suplementação isolada de leucina falhou na melhora da síntese e os estudos apontam melhores resultados quando ingerida na presença de outros aminoácidos, contidos em uma proteína. De forma semelhante, o excesso do uso de leucina não se traduziu em um maior ganho de massa muscular. Portanto, é fundamental a orientação de um profissional da área das ciências da saúde para a correta elaboração de um plano alimentar.

Fique atento!

Dr. José Marques Neto

Dr. José Marques Neto

Graduado em medicina pela Universidade de São Paulo (USP) e em cinesiologia, Magna Cum Laude, pela Texas Christian University,
nos Estados Unidos. Médico especialista em Medicina do Esporte pela SBME e em Ortopedia e Traumatologia pela SBOT, pós-graduado em Fisiologia do Exercício pelo Instituto de Ciências Biológicas-USP e em Biomecânica da Saúde e Atividade Física pela Universidade Gama Filho. Consultor em Medicina do Esporte das revistas Contra Relógio e Women's Health, e do site Webrun. Médico do Esporte do Instituto VITA em São Paulo.

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