Corredor, como é a sua relação com a dor?

Ignorar a palavra dor quando corremos é se enganar. Por menor que ela seja, sempre estará presente. Complicado é saber quando a dor é fruto da fadiga ou de algum problema do organismo. É nessa dúvida que mora a contusão.

O desenvolvimento é quase sempre gradual, e segue os seguintes estágios: no primeiro momento você sente a dor somente após algumas horas do término do treino. Em um segundo momento a lesão já causa desconforto, é sentida durante o exercício, mas não é incômodo o suficiente para que não se consiga completar a atividade física. No terceiro momento você sente um desconforto ainda maior, já é uma dor forte que limitará o desempenho e terá interferência na performance.

No último estágio a contusão agrava-se de tal forma que impede qualquer tentativa de atividade física. Procurar tratamento somente quando sua lesão atinge este nível é uma atitude irresponsável e bastante prejudicial à sua saúde.

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A relação do corredor com a dor
Foto: Fotolia

Os fatores físicos são as principais causas de lesões, mas não podemos esquecer que os fatores psicológicos também podem contribuir. Precisamos entender como estratégias mentais podem facilitar a sua recuperação, como exemplo uma situação de estresse se percebida como ameaçadora pode levar a pessoa a uma tensão muscular, aumentando assim sua propensão a uma lesão muscular.

Portanto, treinar muito estressado pode não ser uma boa solução para seus problemas. Desta maneira um relaxamento seria mais indicado, para depois que passar toda esta ansiedade ou raiva, retome sua rotina normal dos seus treinos de corrida. Outra opção seria realizar um treino leve como um trote para aliviar a tensão em função de problemas que possa estar passando.

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Como é a sua relação com a dor? 

Outro fator muito importante que não podemos esquecer é a sua relação com a dor. Se você ainda sente dor e a região está sensivelmente, rígida ou inchada, você precisa continuar o tratamento antes de retomar as suas corridas com segurança. Se voltar a praticar cedo demais, corre o risco de agravar o problema, ou mesmo causar danos irreparáveis ao seu corpo. Além disso, sempre que você estiver machucado vai tentar “preservar” a área dolorida. Isso poderá fazer com que você use a técnica inadequada, aumentando o risco de se machucar novamente.

A execução correta dos movimentos quando corremos, é o segredo para uma corrida sem machucados. Quando modificamos de forma súbita as características das passadas, isso pode provocar o surgimento de lesões, associadas aos sintomas de fadiga para os corredores de longa distância. Por esta razão precisamos ficar atentos quando corremos nas margens laterais das ruas ou as praias de tombo, por exemplo, pois isso te faz correr apoiando os pés de forma desigual.

O pé mais próximo da margem baixa é forçado a desviar para fora, o que provavelmente predispõe a lesões no compartimento interno do joelho do mesmo lado. Portanto como prevenção de lesões durante suas corridas deve ser respeitado os princípios básicos da biomecânica correta de um corredor, é preciso fazer exercícios educativos para melhorar o movimento da sua corrida, além de também não exagerar nos treinos em descidas ou terrenos inclinados. Mesmo que não sinta dor durante ou após o treino em um futuro próximo pode ter problemas.

Quando estiver sentindo alguma dor, depois de seu treino lembre-se de aplicar gelo na região dolorida durante 15 minutos pelo menos três vezes ao dia. Sempre proteja a pele com uma toalha fina e se a dor não desaparecer em dois dias, procure um médico e evite a automedicação.

Lembre-se sempre de respeitar o seu corpo!

Este texto foi escrito por: Aulus Sellmer

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Redação Webrun

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