Alegria em dobro para os brasileiros na Meia Maratona do Rio

Franck conquista o bi (foto: Sérgio Shibuya/ZDL)
Franck conquista o bi (foto: Sérgio Shibuya/ZDL)

Franck Caldeira garante o bicampeonato na Meia Maratona e Ednalva Laureano leva a medalha de ouro em sua primeira vitória na competição. Confira

Rio de Janeiro – A 11ª Meia Maratona do Rio de Janeiro, realizada na manhã do dia 02 de setembro, pintou o Aterro do Flamengo, local de chegada da corrida, de verde e amarelo: os primeiros lugares no pódio foram ocupados pelo mineiro Frank Caldeira e pela paraibana Ednalva Laureano, também conhecida como “Pretinha”.

O tempo chuvoso e o clima frio não desanimou os 14 mil inscritos na prova, entre profissionais e amadores, e nem o público que assistia ao evento. A prova teve início na praia de São Conrado, passou pelas praias da Zona Sul e terminou no Aterro do Flamengo, onde foi realizada a premiação.

Depois de conquistar a medalha de ouro no Pan, Franck Caldeira, alcançou o bicampeonato na Meia Maratona com o tempo de 1h03min06s. O segundo lugar ficou para Clodoaldo da Silva e a terceira colocação para o atleta queniano, Titus Kibii. Na categoria feminina, a primeira colocada, Ednalva Laureano, estreou na Meia Maratona com o tempo de 1h12min11s. E, para completar a alegria de ter um pódio totalmente brasileiro, Lucélia Peres chegou em segundo e Marizete dos Santos em terceiro lugar.

Vice-campeã da São Silvestre no ano passado, Ednalva surpreendeu a todos já que não era umas das favoritas na disputa da Meia Maratona. Acostumada ao clima quente da região onde mora, no sertão da Paraíba, Pretinha afirma que o frio não atrapalhou o seu desempenho já que assumiu a liderança da corrida desde a Avenida Atlântica e cruzou a linha de chegada praticamente sozinha.“Eu me preparei para bater o recorde de 1h11min22s, mas ficou difícil manter o ritmo acelerado, pois larguei na frente e não havia ninguém atrás”, explica.

Homens – Na prova masculina, a disputa pelo primeiro lugar foi acirrada até os momentos finais da prova. A diferença de Franck para Clodoaldo foi de apenas 39 segundos. “Na altura de Copacabana eu estava em quarta colocação, mas preferi manter o ritmo e deixar para acelerar no final”, conta o campeão.

Ao comentar sobre o seu favoritismo para a Meia Maratona, Franck afirma: “logo após o meu desempenho no Pan-americano, percebi que eu tinha a responsabilidade de vencer a Meia Maratona do Rio para dividir com todos essa alegria. Na realidade, mais importante que vencer é dar bom exemplo para a juventude que me tem como referência. Eu quero mostrar que na vida e no atletismo é preciso ter persistência”, afirma.

Segundo Henrique Viana, técnico de Franck, o próximo objetivo é levar o medalhista para a disputa pelo ouro nas Olimpíadas. Para isso, Caldeira terá que figurar entre os atletas com os três melhores tempos de maratona do país. Os principais nomes que disputarão com Franck são: Marílson Santos, Vanderlei Cordeiro e Clodoaldo Gomes. “A temperatura ideal para uma maratona é de 10ºC para a largada e 15ºC para a chegada. O clima do Brasil prejudica um pouco o desempenho dos maratonistas. Por isso, a oportunidade para melhorar efetivamente o tempo de corrida dos atletas, antes das Olimpíadas, é através das disputas internacionais”, explica Viana.

Como a Meia Maratona Internacional do Rio é prova seletiva para o Mundial de Corrida de Rua que acontecerá na Itália, tanto Franck como Ednalva já estão classificados para essa competição que ocorrerá em outubro. Quanto à Maratona de Milão, Viana diz que a presença de Franck dependerá dos acordos com os patrocinadores, já que esse evento ocorrerá no mesmo dia da Volta da Pampulha, em dois de dezembro desse ano.

Outras categorias – Os atletas com deficiências também marcaram presença. “A minha especialidade são as provas de 100m e, nessa modalidade, eu ocupo o segundo lugar no ranking nacional atualmente. Essa é a segunda vez que participo da Meia Maratona. O meu objetivo é mostrar às pessoas, sejam elas portadoras de necessidades especiais ou não, que todos somos capazes de percorrer a mesma distância que qualquer outro atleta percorre. O importante é sair de casa e praticar algum esporte”, conta Gabriel Paulino, atleta que disputou a Meia Maratona na categoria dos cadeirantes.

Muitos amadores também enfrentaram os 21.097 metros da prova. “Sou comerciante e não tenho tempo de treinar muito. Na realidade, corro apenas aos sábados e domingos. Consegui percorrer o trajeto da Meia Maratona hoje em 1h50min. Acho que fiz um bom tempo. Não meço esforços quando o assunto é esporte e até para a Volta da Pampulha já fui. Eu amo o atletismo”, diz Edvaldo Gomes.

Este texto foi escrito por: Mirian Alves Monteiro

Redação Webrun

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