Nadador precisa de uma dieta especial? Descubra com o especialista

Para quem pratica natação e busca um bom desempenho, não basta só treinar as braçadas e focar na melhor estratégia para alcançar o primeiro lugar. Uma boa alimentação é garantia de energia, para ter aquele gás a mais do que os oponentes. O Webrun  conversou com o nutricionista da Estima Nutrição, Alan Tiago Scaglione, que deu algumas dicas do melhor tipo de nutrição para um nadador pré e pós treinos e provas.
Foto: Andriy Bezuglov/Fotolia
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“Existem duas opções de refeição que devem ser pré-treino para nadadores, uma precisa acontecer entre duas a três horas antes do exercício e deve ser completa, a base de carboidratos complexos (batata doce, mandioca, mandioquinha, inhame, banana com aveia) e proteínas magras (queijo ricota, cottage, frango, peixe, whey). A segunda refeição deve ser feita de 1h a meia hora antes de nadar”, explica o nutricionista. Tudo depende da consistência do pré treino e do metabolismo do atleta, levando em consideração a individualidade de cada um. Alguns tem desconforto gástrico tomando sucos de frutas cítricas, por exemplo, algo que é ótima opção para treino. 
“Essa segunda refeição deve ser feita apenas a base de carboidratos para fornecer energia para o nadador”, conta o nutricionista. Proteínas tem digestão mais lenta e podem causar desconforto durante o treino e gases, então devem ser ingeridas apenas na primeira refeição pré treino. As gorduras e as fibras também devem ser evitadas pois são de difícil digestão, sendo assim seu organismo deixaria de digerir tal alimento, para se concentrar no fornecimento de energia para os músculos durante a natação, causando desconforto gástrico e irritabilidade gástrica, vômitos, câimbras e até afogamentos por indigestão.
Foto: Elena/Fotolia
Foto: Elena/Fotolia
“Segundo a Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte, para atividades longas deve ser consumido de um a dois gramas por quilo de peso de carboidratos antes dos treinos, os que possuam mais de uma hora devem conter carboidratos de médio e alto índice glicêmico para evitar queda no rendimento, juntamente com água”, explica Thiago.
 
Após os exercícios deve-se fazer uma alimentação completa para a recuperação muscular e de glicogênio, rica em carboidratos, proteínas, vitaminas e minerais. “As proteínas devem ser de alto valor biológico, sendo assim, proteínas de origem animal de baixo teor de gorduras como frango, peixe ou até mesmo um corte bovino magro, ou uma suplementação a base de whey em casos mais estremos de intensidade, os carboidratos devem ser complexos sendo batata doce, mandioca, mandioquinha, inhame, arroz integral, entre outros) e para recuperação de minerais algumas vitaminas o uso de isotônico é muito bem vindo como água de coco ou repositores hidreletrolíticos”, acrescenta.

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Gabriel Gameiro

Gabriel Gameiro

Estudante de jornalismo, que caiu no mundo dos esportes por acidente e com o tempo aprendeu a amar. Gosta do que faz e apesar de ainda não ser um corredor ama fazer spinning e cobrir corridas.

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