Alison dos Santos e Érica Sena, os melhores do ano

Alison dos Santos e Érica Sena, os melhores do ano
Alison recebe prêmio como melhor atleta do ano

Alison dos Santos é o Melhor do Ano do Atletismo em 2021. O medalhista olímpico foi o destaque do 1º Prêmio Loterias Caixa Melhores do Ano do Atletismo – 2021, realizado nesta quinta-feira (16/12), em São Paulo. O objetivo da Confederação Brasileira de Atletismo foi reconhecer e agraciar os melhores atletas da temporada

A cerimônia de premiação, realizada em São Paulo, teve como apresentadoras Fabiana Murer, campeã mundial, e Maurren Maggi, campeã olímpica, integrantes do programa Ídolos do Atletismo Loterias Caixa, e o jornalista Bruno Laurence.

Alison recebeu 75% dos votos no júri de especialistas. É medalhista olímpico, campeão pan-americano e teve um 2021 sensacional. Nascido em São Joaquim da Barra, tem 21 anos, treina com Felipe de Siqueira, é atleta do Pinheiros. Piu, como é conhecido, quebrou seis vezes o recorde sul-americano dos 400 m com barreiras, correu oito vezes a prova abaixo dos 48 segundos e obteve a terceira melhor marca da história no Ranking Mundial ao conquistar o bronze em Tóquio, com 46.73. Alison, atleta do Pinheiros, treina com Felipe de Siqueira.

“É bom ser reconhecido e as pessoas que estão trabalhando com você também. Ver que está colocando em prática tudo o que foi passado e ver que este trabalho está dando certo e sendo reconhecido, onde chegamos e onde podemos chegar, é algo maravilhoso. Receber um prêmio por fazer bem o que você gosta é maravilhoso e mágico”, disse Alison, que começa sua temporada de 2022 pela temporada ao ar livre e tem como prioridade no ano o Mundial do Oregon, em Eugene, nos Estados Unidos.

Entre as mulheres a Melhor Atleta do Ano é Érica Rocha de Sena. Ela recebeu quase 40% dos votos do júri. Nascida em Camaragibe, Pernambuco, vive em Cuenca, no Equador. É medalhista em Pans, campeã do circuito de marcha da World Athletics, top ten em Mundiais. Ficou perto do pódio em Tóquio, mas recebeu a terceira advertência da arbitragem quando brigava pela medalha de prata, muito perto da chegada dos 20 km marcha atlética. O júri reconheceu o valor da atleta. Érica, atleta do Pinheiros, treina com Andrés Chocho.

Érica não pôde estar na cerimônia, mas mandou mensagem. “Quero agradecer a esse grande time que trabalha todos os dias fazendo o atletismo brasileiro. E graças a esse time e ao que trabalha ao meu lado todos os dias hoje sou considerada uma das melhores atletas do Brasil.”

O presidente do Conselho de Administração da CBAt Wlamir Motta Campos abriu a cerimônia agradecendo as Loterias Caixa, aos demais patrocinadores, como a New On, que trouxe humanização para o esporte. “Agradeço aos atletas e treinadores, pessoas que transformam sonhos em realidades”, disse Wlamir.

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Falou sobre os Ídolos do Atletismo, programa da CBAt que contempla medalhistas em Olimpíadas e Mundiais. “Quantos não sonham em ser campeões olímpicos, medalhistas em mundiais e nós temos o prazer e o privilégio de ter 26 que trabalharam e chegaram ao topo no nosso programa, que criamos para que todos saibam onde chegar. É a pedagogia do exemplo”, afirmou Wlamir.

“Tenho orgulho de ter feito este ano todo o calendário nacional e da renovação da base”, continuou. “Hoje estamos celebrando uma confederação com 3.000 crianças e jovens começando a trilhar os passos pelos centrinhos, de formação. E já estamos trabalhando com as Loterias Caixa numa meta extremamente ousada de termos 5.000 crianças e jovens nos centrinhos em 2022.” Wlamir ainda fez uma reverência ao ex-atleta maratonista Luiz Antônio dos Santos e treinador Luiz Alberto de Oliveira, falecidos este ano.

Os atletas elegíveis foram aqueles que integraram as seleções brasileiras de atletismo no Mundial Sub-20 de Nairóbi, no Quênia, e nos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão. E também aqueles que receberam os troféus de destaque nos Brasileiros Sub-16, Sub-18, Sub-20 e Sub-23 e no Troféu Brasil.

Na categoria Atleta Revelação, o velocista Erik Cardoso e a barreirista Chayenne Pereira foram os agraciados. Erik Cardoso, do SESI-SP, de 21 anos, venceu os 100 metros em 10.01 (2.0) no Brasileiro Sub-23. É o melhor resultado do Brasil desde Robson Caetano, que correu 10 segundos há 33 anos. Treina com Darci Ferreira.

Chayanne foi chegando devagar e buscava qualificação para os Jogos de Paris, em 2024. Surpreendeu e conseguiu sua vaga olímpica nos 400 metros com barreiras para ir aos Jogos de Tóquio. No Pan Júnior, em Cáli, ganhou três medalhas de ouro, nos 400 m com barreiras e com os revezamentos 4×400 m feminino e 4×400 m misto. Treina com Marsele Mazzoleni.

Os Atletas da Galera foram escolhidos por votação popular. Renan Akamine, de apenas 15 anos, o melhor atleta do Brasileiro Sub-16 de Cascavel, Paraná, ficou com o prêmio masculino, e Simone Ponte Ferraz, atleta olímpica, com o feminino.

Renan começou aos 9 anos numa equipe chamada Atletismo Diadema, da colônia japonesa, é atleta do Centro Olímpico, treina com Alexandre Morato e foi campeão no salto com vara e no salto em distância no Brasileiro Sub-16. Mostrou que tem talento e engajamento nas redes sociais.

A catarinense Simone, que compete por Jaraguá do Sul, ganhou a medalha de prata no Campeonato Sul-Americano de Guayaquil nos 3.000 m com obstáculos e conseguiu vaga para disputar a Olimpíada de Tóquio.

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Redação Webrun

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