Amadores fazem a grande festa da Maratona de SP

Silvio Barros estava orgulhoso de ter completado (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)
Silvio Barros estava orgulhoso de ter completado (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)

Entre os mais de 10 mil atletas que participaram nesse domingo da Maratona de São Paulo, na região do Parque do Ibirapuera, a grande maioria era formada por atletas amadores. Muitos deles, além de correr, estiveram presentes para exibir alguma mensagem ou realizar algum tipo de protesto.

Juiz corrupto, Papa, emília e palhaço eram alguns dos personagens que disputaram os 42,195 metros ou as provas menores de cinco e 10 mil metros, que aconteceram simultaneamente ao evento principal. Muitos não usavam adereços, eram ilustres desconhecidos entre a multidão, mas ostentavam o mesmo sentimento após a chegada: o de dever cumprido.

Silvio Barros foi um dos que cruzou a linha orgulhoso por completar sua terceira maratona, a primeira após uma pausa de cinco anos. “O clima ajudou, consegui fazer o que tinha planejado, mas maratona é muito esforço e requer muito treino e dedicação. Foi muito sofrimento e ainda não sei se vou fazer outra ano que vem”.

Mais personagens – Já Luiz Bezerra da Silva, de 61 anos, ainda ofegante após a prova comenta sua 15ª participação em maratonas. “A prova foi boa, me dou melhor com tempo frio do que com calor. Já corri aqui quatro vezes e achei o percurso de hoje ótimo, uma beleza”.

Um dos atletas que correu caracterizado foi Antônio José Lima, que cruzou a chegada com dois cartões vermelhos nas mãos e com a roupa repleta de réplicas de cédulas de dinheiro em tamanho grande. “Isso aqui é um manifesto sobre as coisas erradas que acontecem no Congresso e no futebol, como roubo. Antes eu corria de padre, mas como padre não pode roubar, resolvi me vestir de juiz corrupto”, ressalta. Já sobre a prova em si, ele avalia como positiva. “A prova foi boa, senti cansaço no final, pois estava um pouco despreparado, mas graças a Deus conclui”.

Logo após o pórtico de chegada havia uma ambulância de plantão para atender os atletas que chegassem em piores condições e, logo à frente, um ambulatório foi montado para atender o restante dos necessitados. “Tivemos apenas um caso mais grave, de um senhor que teve um mal súbito na chegada e foi removido para o hospital”, comenta o médico responsável, Dr. Alexandre Augusto Ferreira. “Entre os casos mais comuns de atendimentos tivemos dores musculares e hipotermia”, completa.

A estrutura da competição contou com 17 ambulâncias, sendo sete UTIs, 250 profissionais de saúde, 16 postos de água, 18 toneladas de gelo, 350 mil copos e 120 banheiros químicos. Além disso, também estiveram presentes 1.100 staffs e monitores, 600 homens da Polícia Militar e 180 agentes da CET, que utilizaram 1.500 cones, 1.800 cavaletes, 24 quilômetros de fita de isolamento e 140 faixas de trânsito.

Este texto foi escrito por: Alexandre Koda

Redação Webrun

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