As bicicletas estão em alta! Veja algumas dicas para pedalar com segurança durante a pandemia

O uso de bicicletas está em alta! Veja algumas dicas para pedalar com segurança durante a pandemia
Foto: Pexels

O mercado de bicicletas vive um momento histórico no Brasil. Se entre maio e junho houve um aumento médio de 50% no número de vendas em relação ao ano passado, em julho os dados apontam a sustentação do segmento: o crescimento foi de 118% nas vendas de bicicletas no Brasil entre 15 de junho e 15 de julho, em comparação ao mesmo período do ano passado. Os números são da Aliança Bike (Associação Brasileira do Setor de Bicicletas), registrados após uma pesquisa com mais de 40 empresas associadas à entidade.

“De acordo com informações de lojistas, o aumento se deu especialmente porque a população procura por soluções para evitar as aglomerações do transporte público. Seguindo, inclusive, recomendações da OMS (Organização Mundial de Saúde). Neste aspecto, a bicicleta é uma excelente opção, pois tem um valor bem mais acessível do que motocicletas e ainda contribui para a saúde e para o meio ambiente, já que não poluem. As pessoas também estão procurando se exercitar de uma forma segura, com distanciamento, e a bicicleta pode proporcionar essa segurança”, explica André Ribeiro, vice-presidente da Aliança Bike.

Mas, se você quer entrar nessa onda das bicicletas, seja para se locomover pela cidade ou para se exercitar é preciso ficar atento a alguns cuidados durante a pandemia:

– Higienização: Atuando na linha de frente da Covid-19, o médico e ciclista, Dr. Paulo Antonaccio (mantenedor do perfil @doctors.bike) afirma que os cuidados começam antes de subir na bike. É necessário limpar os guidões e demais regiões da bike que possam estar em contato com o corpo. Essa higienização deve ser feita com álcool gel ou líquido 70% – ou em porcentagem acima dessa. O ideal é evitar as receitas caseiras, uma vez que, para a finalidade de desativação do vírus, essas são as formas com eficácia efetivamente comprovadas.

Dr. Paulo ainda reforça que não é o momento de utilizar bicicletas compartilhadas. “A Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva recomenda que nenhum equipamento seja compartilhado entre atletas durante a prática de exercício físico”, explica. Isso porque, com uma bike própria, há a segurança da utilização única pelo proprietário, enquanto, com a compartilhada, há a chance de um indivíduo contaminado ter utilizado, o que pode gerar a contaminação por superfície.

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– Máscara: O médico explica que, para a prática esportiva, os cuidados com a máscara seguem o mesmo protocolo da utilização no dia a dia, isto é, a troca deve ser realizada a cada duas horas de uso, por conta da umidade que gera. Atualmente, já existem máscaras desenvolvidas especificamente para a prática esportiva, como a Fiber, que possui uma tecnologia específica e conta com um filtro descartável no interior da máscara, com eficácia de 95%. A duração é de até 12 horas e, após esse prazo, basta trocar o filtro para reutilizar o item.

– Informação: Para quem quer aderir a bike como transporte ou como prática esportiva, antes de sair pedalando por aí, o que vale é se preparar e contar com a ajuda de quem entende do assunto. Para atender a essa turma de novos ciclistas, a semexe, um marketplace especializado na venda de bikes e acessórios novos e usados, ampliou, por exemplo, o número de consultores experts para auxiliar nas dúvidas dos consumidores, desde método de limpeza, equipamentos de segurança no trânsito, até como escolher a bike ou o equipamento de treino ideal para cada pessoa.

“Neste momento é importante termos consciência de que a situação ainda não está normalizada e que precisamos ter cuidados dobrados. Muita gente precisa da bicicleta como transporte e ao mesmo tempo já estamos vendo bastante gente começando a pedalar por lazer individualmente. A dica aqui é uma pilotagem segura para evitar acidentes, seguir evitando aglomerações e buscar a bicicleta correta para a sua necessidade. Nos últimos meses, recebemos muitas dúvidas de ciclistas iniciantes, e nosso time de especialistas nunca atendeu tantas pessoas de uma vez”, afirma Gabriel Novais, um dos fundadores da semexe.

– Distância entre praticantes: De acordo com estudo recente realizado pelo Texas Medical Association, o risco de se contaminar ou transmitir o vírus ao andar de bicicleta é classificado como baixo e moderado, mas vale atentar-se aos cuidados necessários, como realizar a atividade de forma individual, e com uma distância mínima de 20 metros de outros ciclistas. “Há estudos que comprovam que, com o aumento da frequência respiratória e exaustão do corpo, mais gotículas são liberadas na prática do pedal, então, caso haja uma pessoa logo atrás, ela receberá toda essa carga de gotículas, por isso torna-se necessário manter este distanciamento”, explica Antonaccio.

– Estímulo para adoção da bike no dia a dia: A bike é um dos transportes mais seguros para se deslocar em meio a pandemia, e tem se tornado uma tendência na Europa, nos EUA e também aqui no Brasil. Para facilitar o acesso a ela em meio a essa crise, o mercado nacional tem trazido condições bem interessantes aos ciclistas. A semexe, por exemplo, implantou, de modo inédito no País, a possibilidade de parcelamento de bikes novas e usadas em até 60 vezes. Deste modo, quem quer aderir a bicicleta como meio de transporte, pode fazer isso com prestações que pesam menos ao bolso. E, em todo o processo, ainda recebem auxílio de como lidar com o momento de pandemia e aproveitar ao máximo a nova forma de se deslocar pela cidade.

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Redação Webrun

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