Após 24h, equipe de Aracaju vence Desafio Bope Star Trac com 307 km

Após 24h os dez integrantes da equipe Universo Fitness Academia desbancaram os adversários e garantiram o título da primeira edição do Desafio Bope Star Trac 24h com 307 quilômetros percorridos. Vindo de Sergipe, o grupo foi formado por vários corredores que atenderam à convocação de um amigo em comum.

Desde as 6h30 do sábado (30/04) as equipes começavam a chegar à sede do Batalhão de Operações Policiais Especiais do Rio de Janeiro (Bope), localizada no alto do bairro das Laranjeiras, zona sul da cidade. Enquanto uns buscavam um espaço no alojamento ou no tatame para se abrigar em alguns momentos do dia, outros já analisavam as esteiras montadas no quartel.

As esteiras estavam sedentas pelo suor dos corredores. Foto: Alexandre Koda/ Webrun As esteiras estavam sedentas pelo suor dos corredores. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

Ao todo eram onze equipes de dez integrantes que deveriam se revezar durante as 24h, além de cumprir desafios extras que aumentariam a quilometragem final. Junto com os times civis, havia também um grupo do Bope, um dos Fuzileiros Navais e um do Batalhão de Choque.

O desafio teve início às 8h05 com uma explosão de granada, além de show de luzes e som comandado pelo DJ. O calor típico do Rio de Janeiro deu lugar a um clima de outono fresco, com uma leve brisa e temperatura na marca dos 15ºC, condição que ajudou os competidores a não terem o clima como um adversário a mais.

Cada corredor deveria correr pelo meno uma hora não consecutiva. Foto: Alexandre Koda/ Webrun Cada corredor deveria correr pelo meno uma hora não consecutiva. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

Ao longo do dia apareceu o primeiro desafio extra: pedalar em uma bicicleta ergométrica cuja resistência do ar aumentava automaticamente a carga. A equipe que tivesse a maior Rotação Por Minuto (RPM) durante 60 segundos garantiria um quilômetro a mais na contagem final.

Após algumas horas correndo, pausa para um almoço no rancho do Bope junto com integrantes da tropa que chegavam e saíam de missões ao longo do dia. Baterias recarregadas e lá foram eles novamente para a esteira, enquanto os demais membros da equipe se dividiam entre uma soneca ou incentivo ao colega.

O desafio da bike exigiu muito esforço dos aspiras. Foto: Alexandre Koda/ Webrun O desafio da bike exigiu muito esforço dos aspiras. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

Para quebrar a monotonia, o organizador da prova, Rafael Sodré, propôs outros desafios fora da esteira. Em um deles os corredores deveriam descer a rampa que liga o pátio das viaturas até a entrada do quartel, retornar e subir até o campo de tiro num percurso de 1,5 quilômetro de pirambeiras. Em outra atividade a equipe segurava um cabo preso a uma viatura do Bope e tinham que puxá-la até a linha demarcada.

Corra antes que os caveiras te peguem, irmão! Foto: Alexandre Koda/ Webrun Corra antes que os caveiras te peguem, irmão! Foto: Alexandre Koda/ Webrun

A noite caiu cedo, por volta das 17h40 e os aspirantes a caveira aguardavam ansiosamente a hora do jantar. Depois da refeição, hora de mais um desafio extra: arrastar um pneu do Caveirão (viatura blindada da corporação) no menor tempo possível para ganhar mais alguns quilômetros de bônus.

O trabalho em equipe era fundamental para puxr a viatura. Foto: Alexandre Koda/ Webrun O trabalho em equipe era fundamental para puxr a viatura. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

Com a chegada da madrugada veio o frio de 12ºC, o cansaço abateu os integrantes que não estavam correndo e a arena ficou vazia, apenas com os corredores e seus quilômetros nas esteiras. Para agitar a noite, Sodré acordou os dorminhocos e exigiu que as equipes estivessem completas em cinco minutos sob pena de perderem quilômetros. “Estão pensando que aqui é hotel?”, brincou. “Vem para o Bope para comer e dormir, não está certo isso”, exclamava o cabo do Bope. “Aqui é caveira!”.

Os fanfarrões resolveram cochilar um pouco. Foto: Alexandre Koda/ Webrun Os fanfarrões resolveram cochilar um pouco. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

O dia amanheceu e o desafio chegava ao fim. Os poucos que ainda dormiam já despertavam e se reuniam em frente às esteiras para dar apoio moral aos colegas. O DJ era o responsável pela animação, com uma playlist que passava de música eletrônica para sertanejo e incluía Bonde do Tigrão. Terminada a prova, hora de tomar um bom café da manhã mais um vez no rancho do batalhão e aproveitar o resto do domingo.

Que tal empurrar o pneu do Caveirão? Foto: Alexandre Koda/ Webrun Que tal empurrar o pneu do Caveirão? Foto: Alexandre Koda/ Webrun

A Universo Fitness Academia percorreu 307,22 quilômetros para garantir a vitória, seguida pela equipe do Bope (294,75), Fuzileiros Navais (252,54), Foi Zero (238,88), 5ª Estação (216,59), Batalhão de Choque (216.47), Resiliência (186,61), Vá e Vença(167,25), Cia (165,61), Arroz de Festa (163,30) e Deixa Correr (162,31). “Achei muito legal, porque foi uma prova dura, com desafios pesados, mas a organização está de parabéns, foi tudo de bom”, comenta Diego Andrade Ramos, da Universo Fitness. “Tivemos um som legal para animar o pessoal, não podia deixar esfriar o corpo”, completa o sergipano que não conhecia o Rio de Janeiro.

Diego ajudou a Universo Fitness a vencer a prova e ainda arriscou uns passo de dança. Foto: Alexandre Koda/ Webrun Diego ajudou a Universo Fitness a vencer a prova e ainda arriscou uns passo de dança. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

“A corrida foi excelente, adorei a organização e minha equipe mandou muito bem. O intuito foi nos divertimos, então pulamos, dançamos e corremos muito”, conta Mariana Gaspar, da equipe 5ª Estação. “Já estou na expectativa da segunda edição”, completa. Já Farli Gandra de Farias, da equipe Fôlego Zero, comenta que em sua equipe havia corredores das mais diversas modalidades. “Nossa equipe já tem sete anos, fazemos todos os tipos de prova, inclusive ultramaratona, mas essa foi uma experiência totalmente nova”, exalta. “Valeu muito a pena, ainda mais pela confraternização com todos do grupo. Foi sensacional”.

Mariana se focou para ajudar a 5ª Estação. Foto: Alexandre Koda/ Webrun Mariana se focou para ajudar a 5ª Estação. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

Para o organizador do evento, o resultado foi positivo e certamente para a próxima edição existirão melhorias. “Toda e qualquer primeira edição de evento tem alguns percalços, mas trabalhamos com muito carinho para fazer algo diferente para as pessoas. Não é uma corrida de obstáculos, não é uma corrida só de esteira, é um verdadeiro desafio”, comenta o cabo Rafael Sodré, da De Elite. “Depois de 24h as pessoas ainda tinham muita energia para dançar, brincar e curtir o momento”, finaliza.

Pouco mais de 12 quilômetros de diferença deram o título aos novos caveiras. Foto: Alexandre Koda/ Webrun Pouco mais de 12 quilômetros de diferença deram o título aos novos caveiras. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

Este texto foi escrito por: Alexandre Koda

Redação Webrun

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