Mariana Pelozio

Todo progresso acontece fora da zona de conforto

Descobri o lugar que me desafia: a zona de conforto.
E descobri que detesto a zona de conforto.

Quando estou confortável em alguma situação, seja ela pessoal, profissional ou até espiritual, eu baixo a guarda.

Pense em um lutador de box que se distrai, achando que a luta está ganha e baixa a guarda, qual a consequência imediata? Sim, um baita de um soco. Lona. Nocaute.

E a descoberta veio, claro, porque eu me distraí e tomei um soco, desses de perder o rumo. Tive um problema profissional que só aconteceu porque eu tinha baixado a guarda. O problema nem vem ao caso, porque poderia ter sido qualquer coisa e em qualquer área da minha vida. A questão aqui é como eu me descuidei. Como eu me senti confortável. Como eu me conformei. E se conformar, minha gente, é triste demais.


Foto: Stock Image/Deposit Photo

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Porém, depois de ter tomado um belo de um soco, eu me levantei. E levantei disposta a nocautear não as pessoas envolvidas no problema (apesar da vontade real), mas a situação confortável em que EU me meti. Descobri que o conforto me impede de evoluir.

E entendi que quando alguém, tenta me desinstalar, me nocautear achando que eu vou beijar a lona e ali ficar, é exatamente o contrário que acontece. Eu encontro o lugar que me transforma!

Então o importante não é mais o tamanho do soco que eu levei, mas como eu me levantei depois dessa situação. 

Algumas pessoas não se levantam. Abraçam a zona de conforto e deixam os desafios vencerem por w.o.
Deixam a zona de conforto amornar os relacionamentos, simplesmente por preguiça de tentar algo melhor.
Deixam de se esforçar no trabalho apenas por achar que “não vai adiantar”, “ninguém vai notar mesmo”.
Não estudam mais porque se sentem velhos, ou pior, muito pior: acham que não tem mais nada para melhorar ou aprender.
Não começam a correr porque acham que uma ou duas vezes por semana não vai fazer diferença.
Sabe aquele ditado: em time que está ganhando, não se mexe?
Deus me livre!!! Em time que está ganhando, se mexe sim! E muito! Para que seja imbatível!

Sair da zona de conforto, desperta a melhor lutadora que há em mim!

No pior dia da semana passada, em que todo peso do meu erro caiu sobre mim, sobre minhas decisões e claro, sobre meu bolso, eu fui para o judô.

Foto: Stock Image/Deposit Photo

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Ainda literalmente chorando, de raiva, de fragilidade e de cansaço eu lutei. Repeti cada golpe que o sensei pediu. E no fim, minhas lágrimas viraram suor e eu saí renovada.
Sai disposta a vencer esse desafio.

Saí muito, mas muito melhor do que eu entrei.
Saí muito melhor desse desafio.
Saí muito melhor do treino.
Eu saí MELHOR!
E isso, a zona de conforto não me proporciona.

Enfrentei um grande desafio. Mas foi apenas um round. Ou melhor, foi um shido numa luta.

E na vida, meus caros, eu treino pra vencer. Por Ippon!

E você, tem se conformado? Tá esperando o que pra sair da sua zona de conforto? Qual é o desafio que você precisa DECIDIR vencer? É uma corrida de 5k, meia maratona, maratona ou um Ironman? Não importa, o que importa é se mover pra frente, porque para trás, nem pra pegar impulso!

E que tal uma sopinha de abóbora cheia de sabor? Porque pelo, aqui em São Paulo, tem feito frio!

Faça a sopa de abóbora como você está acostumado a fazer.

Foto: Stock Image/Deposit Photo

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Eu gosto de pegar meia unidade de abóbora cabocha, tirar as sementes e lavar bem a casca,
– Levar ao forno a 200 graus, por 20 minutos, com casca e tudo.
– A abóbora ficará super macia e fácil de cortar.
– Numa panela, refogo alho e cebola.
Coloco os pedaços da abóbora e adiciono água, até cobrir uns 2 dedos acima dos pedaços de abóbora e aí adiciono:
– 1 talo de salsão bem picadinho
– 1 pedaço generoso de gengibre
– Pimenta calabresa 
– Tomilho fresco
Vá amassando tudo até ficar um caldo rústico.

Se seu treino (e seu nutricionista) te permite, separe uma bela fatia de pão italiano e lascas de parmesão para comer!
Aproveite!

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Mariana Pelozio
Me descobri cozinheira aos 9 anos, depois de encontrar um livro de receitas da minha avó. Fiz logo um suflê de espinafre. Nesse dia entendi que cozinhar era o que eu mais gostava de fazer. Porém a vida tem suas surpresas, e quando percebi já estava formada em Administração e Marketing, enlouquecendo com e-mails e reuniões de salto alto. Mas sonho é sonho, encorajada pelo meu marido, larguei tudo e me joguei feliz entre panelas e temperos. Me formei pelo Senac no curso Cozinheiro Chef Internacional e descobri um pouco mais da culinária do meu país, em uma pós graduação em Cozinha Brasileira. Minha mistura vem das minhas raízes nordestina e italiana. Paixão, história, família... Trago tudo isso para os pratos.