Autópsia de americano morto é inconclusiva

A autópsia realizada no atleta Ryan Shay, que faleceu no último sábado durante a seletiva olímpica de maratona no Central Park, foi inconclusiva, segundo Ellen Borakove, porta voz do escritório médico da cidade de Nova York. “Ainda queremos olhar com mais atenção os tecidos do coração do atleta”.

Ainda segundo Ellen, o tecido será analisado de forma minuciosa no microscópio durante esta semana, antes de ser dado um parecer oficial. O corredor desmaiou por volta da metade da quinta milha (oitavo quilômetro) e posteriormente foi declarado morto num hospital da cidade.

“Sabemos como ele morreu…de um problema cardíaco. O que causou isto é a grande questão”, afirma o pai de Ryan, Joe Shay, em entrevista às agências internacionais. “Nós certamente queremos saber isso o mais rápido possível e tornaremos público. Seremos pacientes”, completa.

Joey afirmou no sábado que seu filho foi diagnosticado como tendo um coração maior do que o usual aos 14 anos, mas que os médicos o teriam liberado para competir, pois isto não é um fato tão incomum entre corredores de elite. Ainda segundo Joey, os profissionais de saúde teriam afirmado que praticar esportes aeróbicos em alto rendimento costuma resultar em um coração maior, que bombeia mais sangue pelo corpo todo.

O Dr. Douglas Zipes, porta-voz do Colégio Americano de Cardiologia, que estuda casos de morte súbita entre atletas, diz que é difícil diferenciar o coração de um atleta normal de um com potencial para cardiomiopatia hipertrófica (que causa arritmias ventriculares, levando à fibrilação). Testes cardíacos com eco e eletrocardiogramas podem ajudar na avaliação de um coração saudável ou não, segundo ele, assim como testes genéticos, mas isto não pode detectar todas as doenças.

Este texto foi escrito por: Webrun

Redação Webrun

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