Corrida de São Silvestre: dicas de última hora

Início da subida da Brigadeiro na Corrida de São Silvestre (Foto: Fernanda Paradizo)

por Fernanda Paradizo | Conexão Corrida

A Corrida de São Silvestre acontece no último dia do ano. Para a 94ª edição da prova, são esperados cerca de 30 mil atletas na Avenida Paulista, para encarar a mais tradicional corrida do Brasil. A largada geral será às 9h da manhã, com transmissão ao vivo pela TV Gazeta e pela Rede Globo.

Ao longo de todos estes anos, o percurso da SS já sofreu inúmeras mudanças, mas jamais deixou de ser desafiador. Além da dificuldade do trajeto, repleto de subidas e descidas, o calor característico nesta época do ano torna a corrida ainda um pouco mais complicada.

Se você vai correr a prova na segunda-feira, dia 31, confira aqui algumas dicas especiais do maratonista e octacampeão da Maratona da Disney, Adriano Bastos, que podem fazer a diferença na hora H.

Jantar na véspera e café da manhã no dia D

Não jante tão cedo no dia anterior. Procure comer por volta das 21h30 para manter as reservas de carboidrato por mais tempo até o horário da prova. Tome um café da manhã leve cerca de 2h antes da largada, por volta das 7h.

Dirija-se ao local da corrida levando com você uma fruta e uma garrafa de água para se hidratar. Passe protetor solar, leve boné, óculos escuro (se estiver acostumado a usar), pois o calor e o sol estarão fortes nesse horário.

Vá para sua baia 30′ antes da largada

Programe-se para chegar ao local cerca de 1h antes do horário da largada. Não vale à pena ir cedo para as baias e ficar esperando em pé para se posicionar bem. O desgaste de ficar parado esperando com certeza comprometerá sua prova e de nada adiantará largar na frente. Esses minutos ganhos num “bom posicionamento” será perdido com o cansaço.

Se for correr para tempo, quando faltar cerca de 30 minutos para a largada, inicie um trote de aquecimento de uns 15 minutos e aí sim tente se posicionar o mais à frente possível para largar. Isso vale para o corredor que quer buscar performance. Se estiver na prova apenas para curtir ou usá-la como um treino, uma rodagem, não há necessidade de aquecer.

Atenção na hora de largar

Tenha muito cuidado na largada. É preciso muita atenção para não trombar ou tropeçar naqueles que estão ali mais preocupados em aparecer para as câmeras da Globo do que em correr. O ideal é tentar se posicionar para a largada ao lado de pessoas que estão realmente a fim de correr (mesmo que sejam mais lentos). A “galera” do fundão está lá mais pela festa, muitos deles caminhando e atrapalhando o ritmo dos demais.

Passado o pórtico de largada, tente correr mais pelas laterais, próximo da guia da calçada, pois a multidão se concentra mais no meio da pista e muitos têm medo de correr próximo à guia, o que acaba gerando um pequeno espaço de passagem. Tenha cuidado para não tropeçar e fique atento aos olhos de gato na pista.

Ritmo confortável no início

Largue num ritmo confortável. Tente passar o primeiro km cerca de 10 a 20 segundos mais lento do que pretende manter durante a prova e nunca mais forte que isso. Não se empolgue com o ritmo dos outros e muito menos com o início em descida, que gera um desgaste grande devido ao forte impacto. Isso vai evitar que entre em fadiga logo nos primeiros km e você minimiza o risco de comprometer sua prova nos km finais.

Lembre-se de que o trajeto é repleto de subidas pesadas, que vão minando os corredores aos poucos. Por isso, tenha cautela no início, dose o ritmo e comece a correr mais forte somente depois de descer e já estiver na parte plana da Avenida Pacaembu (na altura do km 4).

Encarando a subida da Brigadeiro

Poupar o ritmo no início dos 15 km da Corrida de São Silvestre permitirá que você tenha forças para enfrentar todas as subidas que encontrar ao longo do trajeto, inclusive a da Brigadeiro Luis Antonio, que é temida por muitos, mas é o ponto da prova em que menos precisa se preocupar.

A subida da Brigadeiro é longa, porém é de leve inclinação. Não é nenhum absurdo como as pessoas imaginam. Nos seus cerca de 1,6 km de extensão, ela dá uma inclinada mais forte apenas nos últimos 400m, quanto atinge o Viaduto 13 de Maio, e durante uns 200m apenas. E aí já fica mais plana novamente antes de acessar a Avenida Paulista (400 m finais), quando já é possível ver a linha de chegada e daí sim é o momento de comemorar porque você venceu o desafio.

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Conexão Corrida
Fernanda Paradizo é jornalista e fotógrafa esportiva.Viaja pelo mundo para cobrir provas internacionais e é corredora desde 1993, com 9 maratonas completadas. Seu trabalho já rendeu várias reportagens de capa em revistas, muitas coberturas especias de corrida, triathlon e atletismo e até fotos expostas no Museu da Cidade de Nova York. Aqui, no Conexão Corrida, ela vai escrever sobre maratonas e corridas ao redor do mundo, compartilhar suas experiências de viagem e dar dicas para quem adora viajar para correr. Instagram: @fparadizo

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