Brasileiros dominam Maratona de São Paulo

Chegada de Edielza (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)
Chegada de Edielza (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)

Na manhã do domingo (1) aconteceu a 14ª edição da Maratona Internacional de São Paulo, prova que teve vitória de Claudir Rodrigues entre os homens e Maria Zeferina Baldaia entre as mulheres. O pódio masculino teve apenas um estrangeiro, o queniano Rotich Chemlany na quinta posição, enquanto o feminino foi inteiro verde amarelo.

São Paulo – A terra da garoa hoje fez jus ao seu apelido, já que amanheceu chuvosa no primeiro domingo de junho, com os termômetros registrando 14ºC e umidade relativa do ar em 68%. A largada da competição foi na Ponte Estaiada, novo cartão postal da cidade, e os atletas seguiram por diversas vias até chegar ao Obelisco do Ibirapuera.

A largada feminina foi dada às 9h40 e, logo em seguida, o Hino Nacional Brasileiro foi cantado à capela por Avelino Bezerra. Depois do aquecimento de todos os competidores, às 9h o tiro de canhão do Exército Brasileiro representou o início dos 42,195 quilômetros da competição para a elite masculina e a categoria geral.

Entre os homens, três quenianos, Mutai Kiplemei; Paul kiplemoi e Mutai Kiprop despontaram do resto do pelotão, seguido de perto por Francisco Barbosa dos Santos. Por volta do quilômetro 15 os africanos encostaram no meio fio e desistiram da disputa, deixando caminho aberto para Chiquinho, que aumentou o ritmo e correu sozinho por um longo período.

Surpresa – Tudo indicava que o atleta do Cruzeiro chegaria na primeira posição, mas faltando poucos quilômetros para a chegada ele foi ultrapassado por Claudir Rodrigues, Luis Carlos Fernandes da Silva e Marcos Antônio Pereira. A vitória foi para Claudir, com 2h17min07, seguido por Luiz (2h17min24) e Marcos (2h18min09). Chiquinho foi o quarto colocado, com 2h18min25 e o queniano Rotich Chemlany foi o quinto, com 2h18min46.

“Corri dentro do meu planejado e a conseqüência foi a vitória. Tinha em mente passar a meia com 1h08min15 e consegui fazer exatamente esse tempo”, ressalta o campeão. “São Paulo é sempre um percurso difícil, mas como a temperatura estava parecida com a da minha terra, me dei bem”, completa o gaúcho de Santa Maria.

Já o vice-campeão afirma que foi para o tudo ou nada a partir do quilômetro 30. “Para mim tanto fazia chegar em primeiro ou último e comecei a rodar no ritmo de prova de 10 quilômetros”. Estreante em maratonas, ele diz ainda que mora em São Paulo, então está acostumado com o percurso. “Largar na ponte nova foi ótimo, ela tem a cara de São Paulo”.

Outras colocações – Já Marcos Antônio, esperava a vitória, mas se diz contente com o resultado final. “A prova tinha atletas de nível muito melhor do que eu. Fiquei doente no começo da semana, pensei em não correr, então o terceiro lugar foi bom”.

Quem também ficou satisfeito foi Chiquinho, que inicialmente seria apenas um coelho na disputa. “Depois do abandono dos quenianos, percebi que até o quilômetro 21 ninguém chegava atrás de mim, então resolvi continuar para ver até onde dava. Sofri demais para chegar entre os cinco, mas valeu a pena”.

Na disputa feminina, logo de cara Edielza Alves dos Santos assumiu a ponta enquanto um pelotão de seis meninas seguia logo atrás. Após mais alguns quilômetros ela despontou do grupo e puxou Maria Zeferina Baldaia, configuração que permaneceu até o quilômetro 28, ocasião em que Baldaia assumiu a ponta.

Segundo Cláudio Castilho, treinador de Baldaia, a idéia era que ela fizesse a primeira metade de forma mais conservadora e deixasse para apertar o passo na segunda metade, orientação que foi seguida à risca. Após a ultrapassagem sobre Edielza, ela sempre se manteve na ponta a uma distância segura da adversária.

Campeã da Maratona de São Paulo em 2002, ela cruzou com 2h42min20 e comemorou muito. A segunda colocada foi Edielza com 2h42min44, seguida por Marizete Moreira com 2h43min28, Luzia de Souza Pinto com 2h46min05 e Sueli Vieira com 2h50min14.

Opiniões – “Achei o percurso muito bom, só não gostei da garoa e do frio. A prova em si começou a se definir a partir do quilômetro 25, aí o bicho pegou”, brinca a campeã. Para se proteger do mau tempo ela usou manguitos, espécie de luvas cumpridas que cobrem as mãos e parte do braço, além de um meião. “Passei muito tempo Europa competindo e me inspirei nas atletas de lá, que usavam esses trajes”.

No final de abril Baldaia disputou a Maratona de Hamburgo (Alemanha), ocasião em que falhou em obter o índice olímpico, e precisou convencer seu treinador de que estava recuperada e em condições de correr a prova paulista. “Eu fui mais conservador e não queria que ela corresse, mas ela gosta muito daqui e me convenceu. O resultado mostra que ela estava certa”, ressalta Castilho.

Vice-campeã, Edielza afirma que mesmo apertando o ritmo no final não conseguiu alcançar Baldaia. “Sou estreante em maratonas e gostei muito do percurso, a partir dos 21 quilômetros o ritmo aumentou e consegui me manter na segunda posição”. Já Marizete, recuperada de lesão, também ficou satisfeita com o resultado. “Depois de sete meses parada e sem ritmo de competição, enfrentei uma prova muito difícil e a terceira colocação foi ótima”.

Este texto foi escrito por: Alexandre Koda

Redação Webrun

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