Cadeirante do Pão de Açúcar na São Silvestre

Quem costuma freqüentar ao complexo do Ibirapuera, em São Paulo, tem grande chance de encontrar o cadeirante Ronílson Bispo dos Santos, campeão da São Silvestre do ano passado, na sua rotina de treinos.

Para chegar aos bons resultados, o atleta treina cinco horas diárias, duas vezes por semana. “Faço até 5 km além do percurso da competição para aumentar a resistência, fundamental para as subidas.”

O retrospecto do cadeirante não se limita à vitória na São Silvestre. Ronílson , um dos melhores cadeirantes do país, foi campeão da Corrida Sargento Gonzaguinha (15 km), 2º colocado na Volta da Pampulha (17,8 km), vice-campeão das Maratonas de São Paulo e dos Bandeirantes, campeão do Torneio Regional /Sul (Paraná), além de conquistar o 5º lugar na Meia Maratona do Rio de Janeiro. Tudo isso só neste ano.

Ronílson sempre foi ligado ao esporte. Antes de ter sua perna direita amputada, há 12 anos, devido a um tumor maligno, o atleta jogava basquete. “O esporte é tudo para mim. Nunca desisti. Sabia que existia uma categoria para cadeirantes e resolvi arriscar”, conta Ronílson, que se dedica às competições há quatro anos.

O atleta acredita que o diferencial para ganhar a corrida deste ano é a preparação. “Na São Silvestre, levo vantagem no trecho de subida. Treino bastante nesse tipo de percurso. E este ano vou competir para ganhar de novo. Quero tentar o bicampeonato”, afirma.

Este texto foi escrito por: Fernanda Paradizo

Redação Webrun

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