Campeã do Pan corre São Silvestre como preparação para índice olímpico

Adriana acredita em vitória brasileira na São Silvestre (foto: Marcelo Machado/ www.webrun.com.br)
Adriana acredita em vitória brasileira na São Silvestre (foto: Marcelo Machado/ www.webrun.com.br)

A fundista Adriana Aparecida da Silva conquistou em 2011 a maior glória de sua carreira, a medalha de ouro na Maratona dos Jogos Pan-Americanos. Apesar da vitória em outubro no México, a temporada ainda não terminou para a atleta.

No último dia do ano, a medalhista de ouro vai disputar a Corrida de São Silvestre, em São Paulo, ao lado de 25 mil corredores. A decisão faz parte da preparação para conquistar seu maior objetivo em 2012, uma vaga nos Jogos Olímpicos de Londres.

Para se classificar, Adriana vai correr a Maratona de Tóquio (26/02) em busca de um tempo abaixo de 2h30min07, o índice olímpico. O recorde pessoal da maratonista é de 2h32min30, obtido em 2010 na capital alemã, Berlim.

“Estou em uma época de muito treinamento de base, força, musculação e treinando em subidas”, explica a corredora. Com ladeiras em diferentes trechos, a São Silvestre se encaixa perfeitamente no cronograma de Adriana. “Pela característica que a prova tem de ser um percurso bem variado, acaba fazendo parte da preparação”, completa.

Apesar do foco na classificação para os Jogos Olímpicos, a maratonista confessa que a prova paulistana é atraente por si só. “É um estilo que eu gosto, com variação no percurso”, diz a corredora, que já foi terceira colocada na Corrida.

“Todo atleta sonha em ganhar a São Silvestre. Ser parte da minha preparação para Tóquio não exclui a possibilidade de tentar conseguir um pódio ou até uma vitória”, esclarece.

Equilíbrio no favoritismo – Desde 2006, quando Lucélia Peres venceu, a categoria feminina da São Silvestre não tem uma campeã brasileira. Foram três vitórias do Quênia e uma da Etiópia no período. “O grupo das quenianas sempre vem forte, mas as brasileiras estão com chances de brigar pela vitória”, confia Adriana.

Para a corredora, o Brasil tem pelo menos mais duas mulheres além dela que podem conquistar a vitória em São Paulo. “Tem a Cruz Nonata e a Sueli Pereira, que está correndo muito bem”, aponta. “Acho que podemos pensar em conseguir uma vitória para o Brasil”.

Novo percurso – A maratonista lamenta a mudança do local da chegada, tradicionalmente na Avenida Paulista, para o Obelisco do Parque do Ibirapuera. “Um ponto que marcou muito a prova para todos os atletas, profissionais e amadores, foi o final, subir a Brigadeiro e chegar na Paulista. Agora vai ser diferente, com a chegada depois de uma descida”, comenta.

A fundista reconhece o risco de lesões com as mudanças implementadas. “Vou ter que tomar muito cuidado. Quem estiver disputando colocação corre o risco de se machucar se não tiver cautela”, encerra.

Atletas do Esporte Clube Pinheiros – Além de Adriana, o Clube Pinheiros um dos maiores expoentes do atletismo paulista será representado na São Silvestre por Sirlene Sousa de Pinho, Rosângela Raimunda Faria, Valdilene dos Santos Silva e Rafael Santos de Novais.

Este texto foi escrito por: Paulo Gomes

Redação Webrun

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