Carlos Oliveira fala sobre os cadeirantes em POA

O piso abrasivo (asfalto áspero) não dá condições de bons resultados (foto: Arquivo Pessoal/ Carlos Oliveira)
O piso abrasivo (asfalto áspero) não dá condições de bons resultados (foto: Arquivo Pessoal/ Carlos Oliveira)

O colunista do Webrun, Carlos Oliveira (Carlão), que escreve na seção cadeirantes, comenta a participação dos cadeirantes da Maratona Internacional de Porto Alegre, que aconteceu no último dia 21 de maio.

A maratona de POA, numa temperatura próxima de 10ºC, próximo à beira do Rio Guaíba em POA, teve a largada às 07h45 para os cadeirantes. A troca do percurso favorece a categoria cadeirantes, com menos aclives, a altimetria agora propicia, porém o piso bastante abrasivo (asfalto áspero) não dá condições de bons resultados.

A premiação continua sendo a grande “mancada” dos organizadores. A medalha é lindíssima, o troféu belíssimo, o pórtico de chegada sensacional e, se falando de estrutura de prova, os postos de água, motoqueiros batedores da polícia e EPTC, não ficaram a dever para nenhuma prova no Brasil.

O público gaúcho participa bastante, é vibrante e incentiva os participantes, enfim é uma boa prova.

O Grande lamento é que o CORPA (Clube de Corridas de Porto Alegre), clube organizador da Maratona, não tem o entendimento de que os cadeirantes são um brilho especial à prova.

No meu entendimento, a organização “permite” a participação dos cadeirantes para não ficar mal com a opinião pública e com os patrocinadores.

No Brasil temos o péssimo hábito de reclamarmos de que A ou B deixou de fazer
algo, mas quando temos a oportunidade de fazer algo e com isso escrevermos a história, não fazemos.

É fácil dizer que alguém deixou de fazer algo, ou não executou a contento, mas colocar a mão na consciência e ver se realmente está colaborando para mudar o cenário é bastante difícil.

Porto Alegre reúne todas e algumas mais condições de realizar a maior participação de cadeirantes em provas de maratona no Brasil, porém o “sono” do poder público, que “empresta” a cidade, e alguns aparatos FUNDAMENTAIS para a realização da mesma, não cobra uma premiação digna aos cadeirantes e, os organizadores por sua vez, não têm a maldita “VONTADE POLÍTICA”.

Enquanto continuar esse cenário, continuaremos engatinhando em se falando de corridas em cadeiras de rodas no Brasil.

Foi assim que eu vi a Maratona de Porto Alegre 2006.

Confira a classificação geral dos cadeirantes na prova.

Masculino:
PosNumNome Categ Categoria Tempo Total
1217CARLOS ROBERTO OLIVEIRACADE ESPECIAL 02:14:21
2568JOÃO ANTONIO G. CORREACADE ESPECIAL 02:58:43
3969PAULO ROBERTO DA SILVACADE ESPECIAL 04:06:25

Feminino:
PosNumNome Categ Categoria Tempo Total
1394ERINELDA RODRIQGUES CADE ESPECIAL 03:06:31

Este texto foi escrito por: Carlos Oliveira

Redação Webrun

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