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Chega de fiu fiu: as mulheres querem treinar em paz!

Foto: grafikwerk21/Fotolia

Entre as diversas situações que os corredores de rua passam, um em particular, atinge as mulheres apaixonadas pelo esporte. Correr sozinha pode ser uma verdadeira chateação se elas não estiverem concentradas ou até mesmo com um bom fone de ouvido, já que o tal do ‘fiu fiu’ e das cantadas feitas pelo público são constantes e sem pudor.

A triatleta profissional Beatriz Neres conta que sempre acelera quando que vê alguma ‘besteira’ pela frente. “Se já falaram não deu tempo de escutar, mas percebo que existem motoristas que mexem com a gente quando estamos correndo. Acho que se eles estivessem parados na nossa frente não falariam, mas como estão dentro do carro fazem isso”.

A percepção que a maioria das mulheres tem é que existem sim diferenças quando correm com homens e em grupo. “Eles respeitam mais por achar que algum deles é nosso companheiro”, diz Bia.

A jornalista Giselli Souza fica incomodada quando não pode treinar de top em alguns locais devido aos comentários machistas. “Já tive que empurrar um cara que insistia em correr do meu lado em uma meia maratona para ser meu pacer, também já fugi de outro na bike que disse que eu era bonita e queria saber porque estava treinando sozinha. Tentei de formas pacíficas sair de perto deles, mas muitas vezes os cara não entendem”, conta. “Nunca arrisco correr de madrugada sozinha em locais de pouca movimentação”, completa.

“Gostaria que respeitassem mais as mulheres, pois ali pode estar a mãe, a filha ou a irmã de um deles. E que nós temos a mesma liberdade que eles de treinarmos onde quisermos e da forma que quisermos. O direito de ir e vir está na Constituição e cabe a todos respeitar. Para as mulheres, que elas sejam livres para usarem as roupas que quiserem, da forma que se sentirem mais confortáveis e bonitas.No verão, se sentirem calor, corram de top porque ninguém paga a conta de vocês”, diz Giselli.

Bia também deixa sua mensagem: “eles podem não saber, mas todas as mulheres que recebem essas cantadas acham bem de baixo nível e têm vergonha alheia de homens que fazem isso. Para as meninas a dica é acelerar ou atravessar a rua, afinal não vale a pena desfocar do treino por uma coisa dessas”.

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Christina Volpe
Comecei como corredora, depois me tornei jornalista e repórter do Webrun. Hoje sou editora e convivo diariamente com o esporte há 3 anos. Meu coração bate mais forte toda vez que um atleta conquista seu objetivo, uma corrida acontece e assisto uma competição emocionante. Sempre estou aprendendo e dando meu melhor.
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