Chuva não impede vitória de Manzan e Manoela no XTerra Ilhabela

No momento da largada não estava chovendo (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)
No momento da largada não estava chovendo (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)

Direto de Ilhabela (SP) Nem o frio nem a chuva que assolaram Ilhabela neste sábado (24/09) impediram as ótimas performances de Alexandre Manzan e Manoela Vilaseca em mais uma etapa do Circuito XTerra Brasil. Os dois venceram após nadarem 1,5 quilômetro de natação, pedalarem 25 em meio a trilhas e correrem oito também em contato com a natureza.

A largada foi dada às 9h na Praia do Perequê, com tempo nublado, mas sem chuva. Felipe Moletta saiu da água na frente e abriu grande vantagem para Manzan, Rodrigo Altafini e os demais adversários, sempre administrando a liderança.

O trajeto da bike incorporou alguns trechos de calçamento, com uma subida íngreme, estrada de barro e diversas incursões em trilhas fechadas, que exigiram muita técnica dos participantes. Grandes subidas e descidas em meio a uma forte neblina exigiram atenção máxima dos participantes, que ainda tiveram que driblar a chuva enviada por São Pedro na metade da prova.

Moletta manteve a liderança por um bom trecho do ciclismo, até que a corrente de sua bike se soltou e ele foi ultrapassado por Manzan e Altafini. Após um rápido conserto ele não desanimou e partiu para o ataque, conseguindo alcançar Altafini antes da transição para a corrida.

Já com os tênis calçados no lugar das sapatilhas Manzan mais uma vez mostrou sua força na corrida e acelerou para deixar os adversários cada vez mais distantes. Ele foi o único competidor a subir o primeiro trecho da modalidade correndo, entre os quilômetros um e quatro, fato que lhe garantiu uma boa folga para Moletta, que já mostrava sinais de desgaste.

Alexandre Manzan cruzou a linha de chegada em primeiro com o tempo de 2h32min17 e foi seguido por Moletta com 2h37min44 e Altafini com 2h47min44. Gabriel Pinho e André Dahbar completaram o pódio com 3h01min10 e 3h41min24 respectivamente.

“Não tenho conseguido correr todas as etapas, mas Ilhabela é especial, além de ser o percurso mais difícil do XTerra Brasil”, conta o campeão. “Consegui ultrapassar o Moletta na bike e isso me ajudou a desenvolver bem a corrida, que é minha especialidade. Ele está de parabéns, vem crescendo a cada ano e isso é muito importante para o esporte”, completa o campeão, que esse ano disputou apenas a etapa de Pedra Azul (ES).

Moletta, por sua vez, ficou um pouco desapontado com o problema mecânico, mas se disse satisfeito com o resultado final. “Xterra tem que ser difícil mesmo, com superação total. Além da corrente, tive pneu durado e uma lesão no calcanhar de Aquiles”, ressalta o triatleta, que venceu a etapa de Mangaratiba em agosto passado. “Esse percurso já é difícil, com chuva fica pior ainda”, completa.

Feminino – As mulheres também não tiveram vida fácil e sofreram muito com a lama, os trechos técnicos e as ladeiras. Luzia Bello liderou durante um bom trecho da bike, mas foi alcançada no meio do percurso por Manuela Vilaseca, que passou a perseguir a líder com muita dedicação.

Na parte final da modalidade Luzia foi ultrapassada por Manuela e por Sabrina Gobbo, que terminaram em primeiro e segundo lugares respectivamente (3h25min44 e 3h29min35). Logo depois chegou Carla Prada com arranhões por todas as partes do corpo, resultado de diversos tombos pelo caminho. Ela marcou 3h57min46.

“Eu sabia que seria muito difícil, mas essa etapa é muito especial para mim, pois foi meu primeiro XTerra, em 2005. Vim para fazer meu melhor e ganhar aqui é realmente incrível, ainda mais contra as outras meninas que são feras”, relata a campeã. “Boa parte do percurso que deveria ser possível pedalar, hoje não foi. Minha bike pesava uma tonelada e eu tive que carregá-la nos braços várias vezes, porque a lama era tanta que ela nem rodava”, completa.

Já Sabrina conta que, apesar de ter feito uma natação ruim, conseguiu melhorar nos demais trechos para garantir o vice. “Eu caí demais no percurso e a Manu merece a vitória, pois tem se dedicado bastante ao Xterra. Minha vitória hoje foi ter subido o morro da cruz correndo e não andando”, completa.

Luzia concorda sobre a dificuldade da prova, principalmente no ciclismo. “Perdi a liderança no mountain bike, tentei dar meu máximo na corrida, mas a perna não foi”, conta um pouco abatida. “Dessa vez não deu, mas que venha a próxima etapa”, ressalta.

Com o encerramento do triathlon, a expectativa fica por conta das provas noturnas de nove e 18 quilômetros, além do desafio de 50 quilômetros, o XTerra Endurance The North Face.

Este texto foi escrito por: Alexandre Koda

Redação Webrun

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