Cláudio Clarindo tenta recorde nacional de ciclismo

Clarindo (à esq) tenta dobrar o recorde nacional (foto: Mauricio de Souza - FMA)
Clarindo (à esq) tenta dobrar o recorde nacional (foto: Mauricio de Souza – FMA)

Um ano depois de ter pedalado 420 quilômetros, a maior distância percorrida em bicicleta na estrada (sem vácuo), por um brasileiro num único dia, o triatleta santista Cláudio Clarindo (Memorial) vai agora dobrar o recorde nacional. Desta vez, ele terá a companhia do experiente ciclista Júlio Paterlini no 2º Desafio Cortando o Estado de São Paulo. Serão 850 km, indo de Santos, até Guaranésia, no sul de Minas Gerais, e voltando ao local de partida.

Eles começam o desafio na Praça das Bandeiras, no Gonzaga, às 2 horas da madrugada de quinta para sexta-feira. Logo no início do trajeto sobem a Serra do Mar, pela Rodovia dos Imigrantes. Depois de São Paulo pegam a Rodovia dos Bandeirantes, a D. Pedro I e a SP 340, chegando à cidade mineira, que fica próxima de Guaxupé. De lá, voltam pelo mesmo trajeto. A expectativa é chegar na praia do Gonzaga entre 8 e 10 horas da manhã de sábado.

A intenção é completar o percurso pelas estradas em torno de 30 horas. Os dois vão pedalar lado a lado (sem o uso de vácuo), ininterruptamente, fazendo apenas rápidas paradas para massagens ativantes e alimentação. Eles vão contar com uma estrutura de apoio, comandada pelo técnico da Equipe Memorial-Santos de Ciclismo, Cláudio Diegues. Terão carros seguindo atrás, com mecânico, massagista e, inclusive, com faróis especiais durante a noite. “O apoio é fundamental. Porque temos de pensar só em pedalar. Temos a confiança na nossa equipe, que tem grande experiência”, diz Clarindo, que é professor de bike indoor, na Academia 408.

Com a experiência de ter completado metade do trajeto ano passado, em 15h22min, ele está confiante. “Na 1ª vez, tive até muita cautela, porque não sabia o que poderia encontrar. Agora, já tenho um pouco de experiência”, afirma o triatleta de 26 anos, que já completou cinco provas de Ironman, uma delas no Havaí. Tanto ele quanto Paterlini afirmam que a maior dificuldade será “driblar” o sono. “A dor muscular dá para aguentar. Tenho muita força mental. Sei do que eu posso”, acrescenta.

“O mais duro mesmo será quando o sono bater. Porque esta semana já está difícil dormir, pela ansiedade e vamos começar a pedalar na madrugada, passar o dia e entrar a noite. Isso pode mexer com o emocional. Mas se apertar muito, damos uma parada rápida e fazemos uma massagem atividade, tomamos café e pensamos que vai estar faltando pouco”, diz Paterlini, de 37 anos e entre vários títulos está o de estrada na elite, em 1990.

Os dois competidores não pensam em parar nessa distância. “Nossa idéia é aumentar cada vez. Também queremos disputar a Race Across of America, nos Estados Unidos. Temos apoio muito importante da Memorial, do Pepe Altstut, que está garantindo toda a retaguarda para o nosso desafio. Ele também está treinando ciclismo e nos incentiva muito”, acrescenta Clarindo.

Este texto foi escrito por: Webrun

Redação Webrun

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