Novos desafios e paixões: está de volta a coluna de gastronomia

Nos últimos meses fiz muita coisa. Muitas metas foram atingidas.
E aí, o que a gente faz quando atingimos a meta? Dobramos a meta!

Em junho, o marido que vive de dobrar as metas, fez o challeng em Roth.
E eu, numa rotina louca entre restaurante, gravações e novos projetos, acompanhei como pude.
Cheguei em Roth já diretamente para a prova, o marido já estava quase no final da bike e eu literalmente, dormindo em pé. (Um dia escrevo um manual sobre como passar vergonha em diversos idiomas, momentos e posições. Tô ficando craque nisso!)

Seguimos para uma mini férias e voltamos pra casa.

Minha rotina, como a de muitas pessoas, é bem maluca Foto: Marek/Fotolia
Minha rotina, como a de muitas pessoas, é bem maluca Foto: Marek/Fotolia

Cheguei com uma inquietação: encontrar uma atividade física que me desse prazer!
Eu já havia tentado de tudo e estava bem cansada, de não dividir essas experiências com o marido que gosta tanto de endorfina!

Encasquetei com o judô. E o marido se animou a voltar – porque claro, esse é outro esporte que ele já havia praticado! – foi dessa vez que entendi aquela frase: “quem quer da um jeito. Quem não quer, arruma uma desculpa.”

Minha rotina, como a de muitas pessoas, é bem maluca. Começo no restaurante bem cedo e vou até tarde, de segunda a segunda.
Fizemos um roteiro de academias para visitar, buscamos os melhores horários, locais que ficassem fora da zona de rodízio, tivessem preço legal e estivessem de acordo com o que esperávamos do judô.

Inscreva-se para a Amazing Runs Canastra. Clique aqui!

Para mim, era a primeira vez. Pro marido era a volta depois de 10 anos praticando outros esportes. Ou seja, muitas expectativas envolvidas.

Conseguimos achar a academia que atendeu todas as nossas expectativas e começamos.

É difícil descrever o quanto eu estou encantada com essa arte marcial!

Em cada treino eu tenho que segurar a minha vontade de dar aquela choradinha de emoção ou dar um grito de caracaaaa isso é muuuuito f***!

E começam aí, minhas transformações: não se fala palavrão no tatame. Aliás, nem sei se dizer que o judô é um esporte consegue explicar a dimensão da coisa toda.

Desde cumprimentar e respeitar o tatame até a respeitar os mais velhos e mais graduados… tudo tem gestos, significados e beleza.

A cada treino eu tenho que segurar a minha vontade de dar aquela choradinha de emoção Foto: Lidia Mukhamadeeva/Fotolia
A cada treino eu tenho que segurar a minha vontade de dar aquela choradinha de emoção Foto: Lidia Mukhamadeeva/Fotolia

Acho que já contei aqui, mas vale repetir, fui uma criança de apartamento das espécies mais exemplares: sem coordenação, sem habilidades, lenta e medrosa. Eu não subi em árvores, não joguei queimada, não quebrei nada, nunca levei um ponto.
Ao contrário dos meus primos, o resultado é que eu nunca era escolhida para nenhum time e sempre era “o bobinho” nas brincadeiras com bola.

O judô, me espera.
Cada judoca espera pacientemente e com muito respeito a minha falta de habilidade, os meus medos.
Eu não lembrava a última vez que tinha virado cambalhota.
E todos esperaram eu conseguir a primeira vez. Dos faixas brancas até os faixas pretas mais graduados. Todos esperaram eu conseguir para continuarem o treino. Sem me deixar pra trás. Sem fazer com que eu me sentisse atrapalhando. O judô me espera.

E isso, é absolutamente incrível. Em um mundo onde os menos habilidosos “atrapalham” o judô inclui, espera, supera e transforma.

Houve um exercício de “pula cela”, sabe?
Pois é. Eu nunca tinha feito isso quando era criança. E evitei fazer em alguns treinos, até que venci o medo e quando pulei… Ah, que sensação maravilhosa de superação.

No dia a dia, o judô me ajuda a ter força e a confiança naqueles momentos necessários para pular um cliente chato, um fornecedor atrasado, uma conta vencendo, o ar condicionado quebrado e o cansaço.

Cada golpe aprendido tem significado dentro e fora do tatame. Terças e quintas – sem desculpas – eu recolho o que sobra de mim depois de um dia exaustivo e levo para o tatame.

Porque o tatame me espera.

Claro que não deixo ninguém sem receitinha! Que tal um  sorvete ou um smoothie de pera para refrescar nesse calor? Depois de um treino pesado, eu quero algo gostoso e pratico!

Fica super cremoso e delicioso Foto: Beats/Fotolia
Fica super cremoso e delicioso Foto: Beats/Fotolia

Para o sorvete:
Pegue duas peras com casca e tudo e leve ao fogo baixo, com duas colheres de água e duas colheres de suco de laranja.
Quando estiver cozida, amasse bem ou passe pelo mixer.
Misture um potinho de iogurte integral e adicione uma colher de açúcar mascavo.
Leve para o congelador
Para servir salpique uma pitadinha de café solúvel.

Se for fazer o smoth, pegue 2 peras e bata no liquidificador com o iogurte e o açúcar mascavo. Adicione pedras de gelo e bata novamente. Fica super cremoso e delicioso. Experimente com o toque de cafe! Pode ser o solúvel também. Fica bem diferente!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mariana Pelozio

Mariana Pelozio

Me descobri cozinheira aos 9 anos, depois de encontrar um livro de receitas da minha avó. Fiz logo um suflê de espinafre. Nesse dia entendi que cozinhar era o que eu mais gostava de fazer. Porém a vida tem suas surpresas, e quando percebi já estava formada em Administração e Marketing, enlouquecendo com e-mails e reuniões de salto alto. Mas sonho é sonho, encorajada pelo meu marido, larguei tudo e me joguei feliz entre panelas e temperos. Me formei pelo Senac no curso Cozinheiro Chef Internacional e descobri um pouco mais da culinária do meu país, em uma pós graduação em Cozinha Brasileira. Minha mistura vem das minhas raízes nordestina e italiana. Paixão, história, família... Trago tudo isso para os pratos.

Ver todos os posts