• Ciclismo - Comédia e conteúdo: os 3 melhores perfis no Instagram para os apaixonados por esporte

Comédia e conteúdo: os 3 melhores perfis no Instagram para os apaixonados por esporte

@hailesincero @correndoporai e @tripateta_amador tem informação e piadas na medida

O conteúdo disponível para consumo na internet é imenso. Tem para todos os gostos: assuntos incríveis, preocupantes, interessantes e também muita coisa engraçada, afinal se rir é o melhor remédio e não levar tudo a sério é o segredo para fugir do stress, esse três triatletas, criadores dos perfis mais divertidos do Instagram fazem isso muito bem.

Conheça e siga!

@hailesincero

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Inspirado em um dos maiores fundistas da história, o etíope Haile Gebrselassie, o perfil tem 21,2 mil seguidores e compartilha treinos e memes divertidíssimos do corredor sendo bem sincero sobre situações no esporte. O criador é Lucas Porfírio, médico e nada menos do que 5x Ironman Finisher, além de já ter completado 9 maratonas.

“Comecei fazendo memes para zoar meus amigos, até que alguns deram a ideia de juntar e criar um perfil. Depois, fui achando legal falar de algumas provas que já tinha feito e as que costumava acompanhar”.

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Lucas conta que tem gente que não gosta muito das piadas, mas é tudo na #pas. “A gente evita fazer brincadeiras pesadas, mas nunca imaginei que tomaria a atual proporção, comecei só para amigos e agora tem gente do Brasil inteiro curtindo e comentando as fotos”.

“Meu maior ídolo é o próprio Haile, com quem já tive a honra de encontrar algumas vezes. No triathlon Mark Allen e Dave Scott fizeram história, e atualmente admiro Jan Frodeno, que acredito ser um ídolo de quase todos no esporte”.

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Patrocínio para influenciadores X atletas

É claro que nós, praticantes do esporte, gostaríamos de ver os atletas profissionais tendo muitos patrocinadores, consequentemente tendo melhores condições de treinos e resultados nas competições. Porém, infelizmente, devemos entender que uma marca sempre vai visar mais o lucro e se eles analisarem e perceberem que um influenciador (a) gera mais que um PRO, não tem nem discussão. É cruel, mas é assim que funciona”.

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@correndoporai

Paulo Cezar Rotella Braga é o nome dele. Historiador de formação, diplomata de profissão e 29 mil seguidores no Instagram. Migrou para o triathlon e faz de tudo um pouco, apesar de ter a corrida de rua como favorita.

“Comecei com um instagram que republicava fotos de corredores, no estilo do Instarruners, mas voltado ao público brasileiro. Com o passar do tempo, começaram a surgir outras contas no mesmo estilo e resolvi mudar um pouco a cara do meu, colocando mais humor e mesclando com experiências pessoais. Nos últimos dois anos foi que o perfil ficou mais pessoal, com conteúdo voltado ao triathlon e aos três esportes que o envolvem, mas sempre tento colocar uma pitada de humor ou falar de feitos interessantes no esporte”, explica.

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A famosa Ilha de man

As fotos totalmente produzidas de corrida rodam a internet, com isso Paulo se inspirou para uma piada que realmente pegou. “Inclusive, quem tem mais pose é que menos corre e eles geralmente seguem um padrão, de braços e pernas muito abertas, lembrando um corredor de 100 metros”.

Essa pose fez Paulo lembrar do trísquel, que aparece na bandeira da Ilha de Man, que são três pernas, cada uma indo para um lado. “A ideia pegou e hoje sempre me marcam nesse tipo de foto. Espero que o pessoal da Ilha não descubra”.

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Mesmo assim ele é extremamente cuidadoso em seus posts. “Brinco que não estou com grana para pagar processo, mas a verdade é que o intuito é divertir e não ofender ninguém, mas já recebi mensagem de uma menina que fez book para uma patrocinadora e brincou: tive que fazer pose de blogueira, mas o fotógrafo que obrigou, eu juro”.

Blogueiragem

“De tanto zuar agora o pessoal faz questão de me chamar de blogueiro. No último Ironman corri o tempo todo ouvindo: vai blogueiro. Na verdade eu tenho um pouco de birra com essa denominação, preciso superar e aceitar isso. Me considero apenas alguém que gosta de compartilhar no tempo livre esporte e humor”.

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Paulo ainda se surpreende quando encontra alguém que diz o conhecer pelo Instagram. “É difícil dimensionar quantas pessoas realmente conhecem e interagem, o que me deixa feliz é receber mensagens de pessoas que se divertem com a polícia blogueiral e daqueles que se animam a começar no esporte, ou fazer uma prova específica por alguma postagem que compartilhei”.

Iza, o grande nome do @correndoporai

Para quem não conhece o perfil, Paulo é casado com Iza que, além de esposa, é outra apaixonada e incentivadoras de esportes. Só de acompanhar os treinos e competições de natação da Iza, com quilometragens desafiadoras, já cansa!

“No último Ironman, foi impressionante o aumento de seguidores quando ela fez a cobertura da prova. Não foram poucas as pessoas que já me pediram pra dar a senha do Instagram para a Iza e deixá-la controlar a conta”, conta.

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“O pessoal se identifica muito com as duas faces da Iza, de mulher atleta e de namorada de triatleta. Tento compartilhar os perrengues que a vida a dois no esporte amador nos proporciona e o fato de a Iza vivenciá-los sempre com bom humor, cativa muita gente. Na sua parte atleta, eu sou fã demais e acredito que mostrar seus feitos nas ultramaratonas aquáticas pode incentivar muitas meninas”, conta com orgulho.

Ídolos no esporte

“Difícil enumerar, mas como estou na minha fase de paixão por triathlon sempre acompanho as postagens dos dois maiores campeões do mundial de Ironman: Mark Allen e Dave Scott. Eles têm uma história incrível e protagonizaram uma das disputas mais épicas do esporte mundial, o Ironman de 1989 no Hawai. Mas eu queria mesmo era conhecer o Guga”.

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Visibilidade para atletas

O triatleta tem uma ótima opinião sobre os tempos difíceis para atletas de elite: “após as Olimpíadas e com a crise econômica os patrocínios diminuíram. Compreendo que faça todo sentido econômico, para uma marca, patrocinar quem têm mais visibilidade, como um influenciador, mas essa novidade tem mexido muito com o mercado e estamos chegando ao ponto de ver o primeiro colocado em uma prova ter menos apoiadores que alguém famoso no instagram, que chega lá no final.

Não acredito que isso seja bom para o projeto esportivo do país, privilegiar imagem à performance. Como consumidores de produtos esportivos, temos o poder de mostrar às marcas quem gostaríamos de ver patrocinados. Hoje, além de treinar, se alimentar bem, não lesionar e correr atrás de apoio, o atleta profissional tem que ser bom de mídia, mas nem todos nascem com esse talento, senão seriam blogueiros, não atletas. Tento fazer minha parte sempre elogiando nas redes sociais, quando marcas anunciam a parceria com um novo atleta”.

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E completa: “há sim certa carência de conteúdo e uma proliferação de postagens ‘ostentação’ ou da palavra ‘top’. Apesar de ‘divulgar a viagem a Ibiza’ ou a ‘piscina de casa’ ainda fazerem muito sucesso, sinto que há um público grande com interesse de ler postagens com mais informações sobre o dia a dia de atletas amadores, sobre a vida de um atleta de elite ou sobre fatos interessantes do esporte.

Ficava receoso de postar ‘textão’, mas hoje sinto que existe um público que gosta dessas informações históricas e o mais legal é que sempre tem algum seguidor com dicas a mais sobre aquele assunto, o que faz todo mundo sair ganhando conhecimento com a postagem”.

@tripateta_amador

Leonardo Loureiro é triatleta, formado em comunicação social, com habilitação em Relações Públicas e possui cerca de 7.500 seguidores em seu perfil que brinca sobre os mais diversos temas do triathlon.

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“Sempre amei esportes e faço qualquer um, mas comecei nadando quando criança. Depois de adulto, meu vício era correr e fiz todas as provas de corrida do Rio de Janeiro, incluindo duas Maratonas. Hoje, estou curtindo fazer as provas Standart do Rio Triathlon e Ironman 70.3. Meu próximo desafio é o Ironman em Floripa (medo!)”

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Leonardo criou o perfil por acreditar que as brincadeiras entre os amigos, durante o treino, são uma das melhores coisas do esporte. “Conheci muita gente e me divirto demais. Poder rir de si mesmo é a coisa que mais valorizo e como moro muito longe do trabalho, acabo perdendo várias horas do meu dia em transporte público, isso me deu a possibilidade de produzir conteúdo para o Tripateta.

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Curto também abordar assuntos relevantes para atletas. O mais legal é que consigo ver comentários diversificados, engraçados, inteligentes e até radicais sobre alguns temas. Muitos seguidores já me chamaram atenção para um lado do assunto que eu nem havia imaginado antes. Ou seja, ainda aprendo demais”, conta.

Blogueiragem & ídolos

O triatleta é mais um que nunca imaginou a proporção que seus posts tomaram. “Ainda acho que tenho muito para crescer, mas quando vejo um profissional compartilhando ou comentando um post fico maluco. Falta só printar e fazer um quadro com os comentários, viro criança mesmo. Eles não imaginam o quanto me motivam fazendo isso”.

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“Sou fã da Bia Neres, Santiago e do Reinaldo Colucci, publiquei até uma foto com eles no Tripateta. Além de atletas impressionantes, me pareceram humildes e muito simpáticos. Sou fã mesmo, mas tenho meus amigos de treino como ídolos também. Conquistar os resultados que eles têm e ainda trabalhar, estudar e cuidar da família não é pra qualquer um não. São verdadeiros heróis”.

Informação divertida!

“Sinto mais falta é dos veículos de massa cobrirem o triathlon. Não consigo entender o Brasil receber um Ironman, por exemplo, e nenhum canal de TV citar nem o resultado. Porém, parando para pensar, se nem as federações de triathlon têm a competência de atualizar um ranking de atletas federados, imagina a dificuldade dos veículos obterem notícias.

Teve um exemplo recente de uma marca de carro que resolveu patrocinar um ‘blogueiro fit/modelo’ que havia terminado o último IM 70.3 Rio, mas precisou retirar uma postagem do Instagram, pois já eram mais de 450 comentários negativos (100% dos comentários eram negativos). Óbvio que também depende do esporte, o triathlon tem um público exigente e, por isso, deve-se ter o dobro do cuidado ao escolher esse garoto(a) propaganda.

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Acho que se eu fosse empresário, escolheria patrocinar profissionais que saibam interagir bem, pois isso dá credibilidade a marca, mas também apoiaria alguns influenciadores que, na minha opinião, estão mais próximos do público e falam uma linguagem mais clara.

Óbvio que deve-se fazer um belo estudo sobre esses influenciadores, pois muitos trazem mais impacto negativo do que positivo. Entretanto, qualquer campanha de marketing não pode se basear em uma só ferramenta, sendo assim, é importante integrar ações. Veículos de massa, especializados, patrocínio de atletas e apoio a influenciadores são parte de uma campanha maior e que devem se complementar”, finaliza.

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Christina Volpe
Comecei como corredora, depois me tornei jornalista e repórter do Webrun. Hoje sou editora e convivo diariamente com o esporte há 3 anos. Meu coração bate mais forte toda vez que um atleta conquista seu objetivo, uma corrida acontece e assisto uma competição emocionante. Sempre estou aprendendo e dando meu melhor.
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