Como evitar que o seu bebê rejeite o peito na hora de amamentar

A corrida produz ácido lático no leite (foto: stock.xchng)
A corrida produz ácido lático no leite (foto: stock.xchng)

Uma dúvida freqüente das “mamães-frescas” (aquelas que acabaram de ter seu bebê) é quando estarão aptas a voltar a treinar. A primeira orientação a ser seguida é a do seu médico e não do treinador. Normalmente a mulher é liberada para voltar a treinar de 30 a 40 dias depois do parto. Claro que isto é muito pessoal e depende do organismo de cada uma e das particularidades de cada gestação.

Não podemos esquecer de que a volta aos treinos deve ser feita de maneira bastante gradativa. Outra dúvida muito relevante é quanto à amamentação. Algumas mulheres acreditam que o leite pode “secar” se voltarem a correr e ficam adiando esta volta aos treinos até não estarem mais amamentando seus filhotes.

Na verdade, o que acontece é o seguinte: ao treinarmos, nosso organismo produz ácido lático e este ácido modifica o gosto do leite, o que faz com que o bebê rejeite o “peito”. Se a criança não mama, o organismo não tem estímulo para produzir mais leite. Não havendo mais produção, o leite realmente “seca”.

Como o ácido lático produzido pelo organismo não fica armazenado por muito tempo, o que se pode fazer é o seguinte:

  • Retirar o excesso de leite pós-exercício com uma bombinha e jogá-lo fora:

  • Só amamentar seu bebê depois de pelo menos 90 minutos do término do treino (assim não haverá mais ácido lático no leite).

    Para isso você só precisa se organizar para deixar um estoque de leite para seu filhote, caso ele precise mamar enquanto você treina. Ou conseguir encaixar seu treino nos intervalos das mamadas.

    Não é complicado, apenas requer um pouco mais de organização. E, acredite, treinar vai te fazer um bem enorme.

    Dica – Por estar em período de amamentação, seus seios estarão bem maiores e pesados. Quando for correr, certifique-se de que eles estejam bem firmes (talvez seja necessário usar dois tops), caso contrário, com o “pula-pula” da corrida, as fibras podem ir se rompendo e o peito pode literalmente “cair”.

    Este texto foi escrito por: Luciana Dias

  • Redação Webrun

    Redação Webrun

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