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Compulsão alimentar: nutricionista esclarece os mitos e verdades

A compulsão alimentar é uma doença bastante frequente entre a população. Isso porque, muitos nem imaginam, mas ela está diretamente ligada à mente e ao equilíbrio emocional. As pessoas compulsivas sentem vontade de comer uma grande quantidade de comida, em pouco tempo, mesmo quando não estão com fome orgânica.

A especialista em obesidade Gladia Bernardi, autora do livro “Código Secreto do Emagrecimento”, explica que vários motivos podem desencadear o problema. “Estresse, dietas ‘milagrosas’ que não deram resultado e geraram sentimento de frustração e vícios alimentares são algumas das causas que podem desencadear a doença. É preciso procurar tratamento com profissionais especializados. Mas a principal chave para tratar a compulsão está no cérebro, que precisa ser reprogramado para que criar uma nova relação com os alimentos”, explica.

Compulsão alimentar: nutricionista esclarece os mitos e verdades - Foto: Unsplash/Dan Gold

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Os mitos e verdades sobre a compulsão alimentar

O transtorno alimentar está na mente: verdade

Na maioria das vezes, quando comemos por compulsão, ingerimos alimentos altamente calóricos, sem necessariamente estarmos com fome. E esse ato é totalmente impulsionado pelo psicológico, ou seja, o gatilho do comportamento compulsivo está na mente.

“Para se livrar desses impulsos alimentares, precisamos entender que a fome é uma necessidade humana e ingerir os alimentos apenas quando for de fato necessário. Claro que a pessoa não precisa se privar de comer um chocolate de vez em quando, por exemplo, mas é preciso ter equilíbrio e não descontar as emoções do momento na alimentação”, explica Gladia.

Compulsão alimentar não tem cura: mito

Quando uma pessoa é diagnosticada com compulsão alimentar, deve aceitar que precisa de ajuda e procurar um tratamento. Existem especialistas que cuidam desses casos diariamente, como nutricionistas e psicólogos. O importante é enfrentar o problema.

“Praticar exercícios físicos também pode ser uma maneira para driblar a compulsão. Além de ajudar na saúde física, auxilia o nosso cérebro e promove o bem estar, como a compulsão alimentar é um problema psicológico, pode ser muito benéfico”, enfatiza.

O ‘gatilho’ da compulsão pode estar em fatores externos: verdade

Quem nunca se “esbaldou” na pizza quando está na companhia de amigos? Por mais que essa prática faça parte da vida de algumas pessoas de vez em quando, é preciso se atentar para não deixar que o “happy hour” de toda semana seja uma desculpa para comer mais e mais, fazendo com que a “comilança” torne-se um hábito e faça parte da rotina.

“As reuniões com familiares e amigos devem existir, é claro, porém, a comida não deve ser o protagonista a cada vez que houver um evento social. É importante lembrar que a ocasião tem como intuito principal rever um amigo, por exemplo, e não comer 5 pedaços de pizza”.

Consumir comidas calóricas em excesso pode levar à compulsão: verdade

Gladia explica que, às vezes, a pessoa nem sofre com transtornos alimentares, mas por estar acostumada a comer besteiras desde a infância, quando tentar emagrecer e ter uma alimentação mais saudável, percebe que os doces e alimentos pouco saudáveis- como os industrializados, que são pobres em nutrientes e contêm sódio, conservantes e outras substâncias que podem prejudicar a saúde- já viraram um vício.

“No momento em que inserimos um alimento como parte da nossa rotina, com o tempo, ele pode se tornar um vício. Esse pode ser o primeiro passo para uma compulsão alimentar”, diz.

Dietas radicais combatem a compulsão alimentar: mito

Algumas pessoas podem desenvolver a compulsão devido à uma ideia obsessiva de emagrecer de forma rápida, aderindo a dietas que prometem ser ‘milagrosas’. “O problema de eliminar completamente alimentos do cardápio é que o cérebro não entende que o carboidrato, por exemplo, não faz mais parte da alimentação. Assim, passamos a ter ainda mais vontade de comer aquele prato de macarrão ou um sanduíche caprichado, mais do que o normal. O mesmo acontece com o doce. Ou seja, o radicalismo pode causar a compulsão, pois a pessoa se priva daquele grupo de alimentos, causando desequilíbrio”.

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“Para mudarmos a nossa alimentação e perder peso, o ideal é entender que devemos comer apenas quando tivermos fome de verdade- o que chamamos de fome orgânica- e na quantidade necessária para saciar aquela fome. Comer a cada três horas, em pequenas quantidades e optando por lanches saudáveis, também é uma forma de driblar a compulsão, pois assim o cérebro irá entender que estamos sempre alimentados”, finaliza.

*Fonte: Gladia Bernardi – nutricionista funcional, especialista em obesidade e em emagrecimento consciente.

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