Condições para triathlon na USP são adequadas?

Valter Sales acredita que desempenho na raia é lento e reclama de asfalto (foto: Paulo Gomes#8260; www.webrun.com.br)
Valter Sales acredita que desempenho na raia é lento e reclama de asfalto (foto: Paulo Gomes#8260; www.webrun.com.br)

Domingo (06/05) foi dia de triathlon na USP, com a realização da segunda etapa do Troféu Brasil 2012. Duas atletas de elite passaram mal na natação (Vanessa Giannini que abandonou a prova ao sair da água e Carla Moreno).

Os amadores também sentiram dificuldade, como é o caso de Valter Sales. Neste ano, Valter disputou também o Triathlon Internacional de Santos e a primeira etapa do Troféu, também na cidade litorânea do Estado de São Paulo.

“O problema é que a água aqui é mais pesada. Lá embaixo (Santos) é mais leve, você cansa menos”, conta. Mesmo largando dentro d’água e sem ter que vencer a arrebentação típica do mar, ele revela que o tempo na raia olímpica da USP que fica ao lado do Rio Pinheiros foi dez minutos mais lento que o que costuma fazer na praia.

“Quando vim pegar o kit tinha um cara falando que a prova em São Paulo deveria ser banida, reclamando da água e do asfalto. Achei que ele fosse de Santos, porque para quem é daqui é legal ter uma prova perto. Mas hoje entendi o que ele quis dizer”, explica o triatleta amador, citando que quase caiu três vezes enquanto pedalava. “O asfalto daqui é muito ruim, tem que dar uma recapeada”.

Paraatleta– Para Fernando Cobra, paraatleta que nasceu sem o pé direito, a questão da água é o contrário o que o defendido por Valter. “É muito mais fácil nadar na raia porque não tem onda, não tem água batendo na cara”, ilustra.

Praticante da modalidade há dez anos, ele explica as diferenças para um paraatleta: a natação é feita sem a prótese e não utiliza a perna para propulsão. “Utilizo a perna que tenho para estabilizar. Na bike tenho menos técnica porque não consigo fazer força para um movimento de 360 graus”.

Único triatleta em sua categoria na prova, Fernando decidiu competir por causa de uma brincadeira com um amigo, que apostou que ele não completaria os 1,5 quilômetro de natação, 40 de ciclismo e 10 de corrida. “Ele veio aqui e ficou me monitorando para ver se eu desistia, mas eu ganhei”, finaliza, entre risos.

Este texto foi escrito por: Paulo Gomes

Redação Webrun

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