Confira como foi o curso técnico da CBAt

Dezenas de treinadores do Brasil e de outros países da América do Sul participaram de 27 até o último dia 31 de julho do Curso de Salto Triplo, ministrado pelo italiano Giancarlo Medesani. As aulas, que tiveram carga de 30 horas, aconteceram no auditório do Detran, próximo ao Estádio Olímpico do Pará, em Belém (PA), onde acontece o torneio de atletismo dos Jogos Sul-Americanos. As provas, que correspondem também ao Campeonato Sul-Americano Juvenil, iniciaram ontem, dia 1º, e terminam amanhã (sábado), dia 3.

Responsável pelo treinamento de atletas importantes, como o campeão mundial indoor do triplo (o também italiano Paolo Camosi), Medesani dividiu o curso em três partes: a) filosofia do treinamento; b) planificação; e c) distribuição de cargas. “Foi uma demonstração conceitual e ao mesmo tempo prática”, disse um dos participantes do curso, o pernambucano Fernando Brito, técnico e antigo saltador. “Para mim, foi importante conhecer o trabalho de um mestre que respeita o atleta”, explicou Neilton Moura, de São Paulo, treinador de Anísio Silva, segundo no ranking permanente do triplo brasileiro, com 17.32. “Ele é contra a visão mecanicista do salto. O atleta tem que entender o tipo de treinamento que faz, e concordar”, completou Neilton.

Pedro Henrique Camargo de Toledo, o Pedrão, que foi treinador do ex-recordista mundial João Carlos de Oliveira (que morreu em 1999, aos 45 anos), ficou emocionado quando Medesani elogiou os antigos treinadores brasileiros.
“Foram palavras amáveis e senti a sinceridade dele, quando disse que Adhemar (Adhemar Ferreira da Silva, bicampeão olímpico nos anos 50 e que morreu em 2001, aos 73 anos), Nelson Prudêncio (ex-recordista mundial e atual presidente da Comissão de Atletas da CBAt) e o João Carlos saltavam corretamente”, disse Pedrão.

“Foi importante ouvi-lo (a Medesani) dizer que Dietrich Gerner (técnico de Adhemar, que morreu no começo dos anos 90), Clovis Nascimento (técnico de Prudêncio) e o Pedrão (técnico de João Carlos) faziam um trabalho correto, e que estamos certos em manter esta linha de trabalho”, disse Sildemar Estevão Venâncio, que trabalha em Minas Gerais. “Gostei de trabalhar no Brasil. Mas, honestamente, país que já revelou saltadores como Adhemar, Prudêncio de João Carlos de Oliveira também tem o que ensinar”, disse Medesani. O curso foi patrocinado pelo Comitê Olímpico Brasileiro, com recursos da Solidariedade Olímpica.

A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) vai realizar clínicas durante os três dias do Sul-Americano Juvenil, com os técnicos da Comissão Nacional de Treinadores Jayme Netto Júnior, Luiz Alberto de Oliveira e Nélio Moura.

Este texto foi escrito por: Confederação Brasileira de Atletismo – CBAt

Redação Webrun

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