Conheça os fatores psicológicos que levam à perda de rendimento na prova

A “quebra” é um termo comum entre os praticantes da corrida, mas afinal o que ele significa e por que ocorre? A quebra é uma perda de rendimento que pode ocorrer por razões físicas e psicológicas em qualquer momento de uma competição ou treinamento. O Webrun preparou um especial dividido em duas partes para enumerar as causas desse momento frustrante. Confira a segunda parte:

Ambiente, barulho, relação com a equipe e problemas familiares: esses são alguns dos infinitos fatores que podem atrapalhar o rendimento de um atleta durante uma competição. A quebra também pode ser consequência de uma lesão física e pode significar resultados abaixo do esperado nas próximas competições.

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De acordo com o psicólogo Rogério Alonso, independente de onde vem a pressão, ela sempre existe, tanto para corredores iniciantes quanto para profissionais. “Existe a mídia, torcida, dirigentes, adversários, instalações, treinador, família, além do próprio atleta que, muitas vezes, se cobra mais do que o seu psicológico aguenta”, explica.

Os fatores psicológicos que levam à perda de rendimento

Conheça os fatores psicológicos que levam à perda de rendimento na prova
Foto: Adobe Stock
Ansiedade

Alonso afirma que a palavra chave que desencadeia a quebra é ansiedade. “Seja de onde vier, a pressão gera ansiedade. Isso faz com que o resultado nem sempre seja alcançado”, fala.

Ser ultrapassado

Acompanhar as primeiras passadas do pelotão e ser deixado para trás é algo que acontece, mas nem sempre é interpretado por todos da mesma forma. Preparar-se para uma prova e assistir aos demais competidores fazerem a ultrapassagem com facilidade, pode ser um estresse físico e mental.

Segundo o fisiologista do exercício e professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Paulo Roberto Correia, não conseguir atingir o mesmo ritmo dos adversários pode ser um problema duplo. “Além do atleta ter uma quebra psicológica, ele tentará correr acima do seu limite para fazer a ultrapassagem, sofrendo lesões físicas”, explica.

Debaixo das asas

Rogério Alonso também explica que existe uma proximidade muito grande entre técnico e atleta, como uma relação familiar. “A pressão é grande como quando um filho não quer decepcionar um pai. É muito desgastante para ambos, mas o atleta sente que tudo está em suas mãos”, afirma.

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Equipe culpada

Muitas vezes, ao invés de ajudar o esportista a se superar, a equipe acaba se preocupando em procurar os culpados. “Apontar as falhas do nutricionista, psicólogo, cardiologista e técnico é extremamente estressante para o competidor, que não vai melhorar seu rendimento”, diz Alonso.

O psicólogo ainda diz que uma maneira de melhorar a situação seria a conversa. “Sentar-se por alguns minutos sozinho para analisar qual foi o erro e depois cobrar da equipe melhoras e descobrir o que ela acha que precisa ser melhorado funciona muito melhor e faz com que o atleta perceba o se próprio corpo”, ressalta.

Este texto foi escrito por: Rafaela Castilho

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Redação Webrun

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