Corporate Run reúne seis mil em São Paulo

A prova deverá reunir 10 mil pessoas em 2009 (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)
A prova deverá reunir 10 mil pessoas em 2009 (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)

Na manhã desse domingo cerca de seis mil pessoas estiveram na Cidade Universitária da USP, em São Paulo, para participar da edição 2008 da Corporate Run. O evento foi disputado por atletas representando empresas e teve largada às 9h na Praça da Reitoria.

São Paulo – A capital paulista ficou praticamente um mês sem chuvas, o que deixou o ar seco e as pessoas com dificuldades para respirar. São Pedro, porém, resolveu lavar a cidade no domingo e mandou uma boa dose de água, suficiente para encharcar os competidores que se alongavam e aqueciam antes da corrida.

A chuva cessou faltando 10 minutos para o tiro de partida e pontualmente às 9h saíram os cadeirantes da categoria feminina, em seguida os da masculina e, logo depois, a categoria geral. A disputa não foi em forma de revezamento, já que todos os atletas das empresas largaram juntos e o tempo final foi computado a partir da soma dos resultados individuais.

O primeiro a cruzar a linha de chegada foi o cadeirante Wendel Silva Soares, que veio de Brasília para disputar a competição. “Foi um circuito ótimo, plano, além de bem organizado. A organização teve uma preocupação especial com os cadeirantes e esperamos que as outras provas sigam esse exemplo”.

Mais concluintes – Thiago Souza, da mesma equipe de Wendel, enfatiza as palavras do companheiro e diz que o vê como um mentor. “Ele sempre me ajudou muito, competirmos na mesma equipe é um grande prazer”.

A primeira mulher cadeirante a cruzar foi Erinelda Rodrgigues da Silva, que também aprovou a organização do evento. “Vim de Canoas (RS) e esse percurso foi o melhor que eu já corri no Brasil. Tinham mais umas 15 meninas que queriam vir, mas não puderam, pois não tinham dinheiro para pagar a passagem”.

Já o primeiro andante a finalizar foi Vanderlei Tibúrcio, da equipe Tortuga, que aproveitou o clima úmido para acelerar o passo. “Corremos bem essa disputa competitiva, mas tinham outros atletas fortes também”, ressalta Vanderlei, que correu ao lado de seu irmão.

Enquanto os atletas de ponta faziam uma prova forte, com o intuito de marcar pontos e brigar por um lugar ao pódio, a grande maioria corria por prazer, apenas para festejar. Evelin dos Santos, por exemplo, correu pela primeira vez e adorou a experiência.

“Foi cansativo, imaginei que eu não fosse chegar. Mas o pessoal é brincalhão e a gente se empolga”, ressalta a atleta que confessa ser sedentária e que representou as Casas Bahia. Ela garante que o slogan da empresa (dedicação total a você) se estende também para os funcionários. “Eles incentivam bastante o esporte”.

Já o experiente Maurício Mesquita, sempre disputa as provas com três objetivos: terminar a prova, fazer todo o trajeto correndo e melhorar o tempo em relação à disputa anterior. “Hoje eu só não consegui melhorar o tempo”, lamenta.

“Nesse tipo de prova há toda uma expectativa de todo mundo chegar e completar e o grande lance é o apoio da empresa”, fala o funcionário do Banco Santander. “O Santander deu toda a estrutura necessária e entrou no espírito de colaborar para a qualidade de vida do funcionário, o que certamente aumenta a produtividade”.

Experiência – Quem também participou pela segunda vez de uma competição de revezamento foi Ana Claúdia Figueiredo, da PPD do Brasil. “Nunca tinha feito esse percurso e gostei, tinha apenas uma subida mais complicada”. Sobre a disputa coletiva, ela afirma que é um formato muito interessante. “Você chega um pouco antes, encontra as pessoas pelo caminho, é muito bom”.

A idéia dessa corrida corporativa partiu de Anuar Tacach, diretor geral da agência de marketing Pepper, que há 10 anos trabalha com esporte. “A gente acompanhou muito o crescimento das empresas nesse meio e, por meio de uma pesquisa, descobrimos que elas estavam investindo em qualidade de vida e montamos esse projeto”.

Ainda segundo Anuar, a cada ano as instituições aumentam o número de inscritos. “Na primeira edição, as Casas Bahia tinham 80 funcionários, hoje são 400; a Itapemerim tinha 30, hoje são 150. O objetivo é colocar o sedentário para praticar uma atividade, o que o deixará mais feliz e certamente aumentará a produtividade”.

Um fato interessante nessa competição foi a presença de vários cadeirantes, que tiveram tratamento vip durante todo o dia. “O Brasil ainda está muito carente em ações sociais para os deficientes. Tivemos hoje aqui 16 cadeirantes do Brasil inteiro que adoraram a disputa”, ressalta Anuar.

Quem também aproveitou para comentar o formato da disputa foi Walter Feldman, Secretário de Esportes, Lazer e Cultura da cidade de São Paulo. “Algumas pesquisas nos Estados Unidos mostram que a cada dólar investido no esporte por funcionário, economiza-se seis dólares com medicina”.

Segundo os organizadores, a previsão para 2009 é que a Corporate Run reúna 10 mil corredores pelas ruas de São Paulo. A prova segue agora para o Rio de Janeiro, no dia dois de novembro, no Aterro do Flamengo.

Este texto foi escrito por: Alexandre Koda

Redação Webrun

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