Corredores amadores elogiam chuva e percurso novo da São Silvestre

Thiago Dyna e Rafael Penna correram a São Silvestre pela primeira vez (foto: Paulo Gomes/ www.webrun.com.br)
Thiago Dyna e Rafael Penna correram a São Silvestre pela primeira vez (foto: Paulo Gomes/ www.webrun.com.br)

A 87ª Corrida de São Silvestre, disputada no sábado (31/12), teve como vencedores a queniana Priscah Jeptoo e o etíope Tariku Bekele. Ambos reclamaram muito da chuva torrencial que ocorreu durante a prova e que teoricamente dificultou o desempenho nas ladeiras paulistanas.

Entre os corredores amadores, no entanto, a tempestade foi bem-vinda. “A chuva ajuda porque resfria o corpo e isso melhora o desempenho”, conta Thiago Dyna, que afirma ter enfrentado condições semelhantes nos treinos para a Corrida.

Estreante na São Silvestre, o paulistano lidou bem com o volume de água que caiu sobre os atletas durante a prova. “Não escorreguei nem nada, foi tranquilo”. O colega Rafael Penna Leite concorda, com ressalvas para os trechos de descida. “Dá para descer rápido, mas não disparado. Como está molhado tem que tomar cuidado, principalmente nas faixas de pedestre, que ficam escorregadias”, diz Rafael.

O corredor fez a sua primeira prova de 15 quilômetros e está satisfeito com a experiência. “É bem legal, diferente de outras corridas porque tem uma ‘vibe’ muito boa, todo mundo em clima de confraternização”. Rafael confirmou a dificuldade em um dos trechos mais célebres da São Silvestre. “A subida da Brigadeiro quebra”.

Thiago completa o raciocínio do amigo. “E a descida é pior ainda, porque você tem que segurar. Força a coxa, o joelho e o diafragma”. Satisfeitos em concluir a Corrida, ambos gostaram do percurso, apesar dos obstáculos.

Amador internacional – Vestindo uma camiseta de algodão preta com os dizeres “eu amo Bolívia”, Rolando Kizo Maeda foi recepcionado na chegada por um grupo de compatriotas com a mesma camiseta. O boliviano veio de La Paz para participar da São Silvestre e também não preferiu a chuva ao sol.

“É melhor assim. Quando está com sol é mais difícil”, diz o andino, que corre diariamente na Bolívia. “A corrida foi muito boa”, afirma Rolando, também estreante.

Percurso bom, horário ruim – Vital Moreira, da cidade litorânea de Ubatuba (SP), veio para correr sua 19ª São Silvestre. Aos 52 anos e corredor desde os 12, Vital apoia o novo percurso. “Os organizadores fizeram bem em mudar. Eu corro desde quando a prova era à noite, nos anos 80”, lembra o veterano.

Segundo o ubatubense, “foi ótimo subir a Brigadeiro e depois poder descer. Soltei o corpo”, ilustra. Vital sugere mais uma alteração, desta vez no horário da Corrida. “Deveria ser no horário tradicional das corridas, 8h, 9h. Senão chove e fica esse tumulto, esse lamaçal na hora da chegada. Se mudar para de manhã a temperatura vai estar boa, não chove e quando dá 14h já está todo mundo indo embora e não pega trânsito”, esclarece.

“Eu que moro no litoral vou pegar um trânsito horrível na virada [do ano]”, justifica. “Precisa mudar esse horário. Mas eu corro de qualquer jeito, está no sangue”, conclui.

Este texto foi escrito por: Paulo Gomes

Redação Webrun

Redação Webrun

Releases, matérias elaboradas em equipe e inspirações coletivas na produção de conteúdo!

Ver todos os posts