Correr durante a TPM pode aliviar os sintomas pré-menstruais

Desde que se sinta confortável  não há problema em correr durante o período menstrual (foto: Raquel Baranow/ Licença Creative Commons)
Desde que se sinta confortável não há problema em correr durante o período menstrual (foto: Raquel Baranow/ Licença Creative Commons)

Estar indisposta, sentir-se inchada ou irritada são sintomas comuns da TPM, tensão pré-menstrual que atinge a maioria das mulheres, algumas de forma mais intensa, outras, mais amenas. Porém a TPM não é mais desculpa para faltar dos treinos. Pelo contrário, a prática de exercícios físicos ajuda a controlar os sintomas do período menstrual a curto e a longo prazo.

Para as mulheres que sofrem alterações de humor antes e durante a menstruação, como irritabilidade e tristeza, a atividade física durante a fase ajuda a controlar os hormônios. A recomendação é praticar um exercício aeróbico, de intensidade moderada, como uma corrida leve, no dia em que estiver com os sintomas.

“A mulher vai produzir endorfina e se sentir melhor. Ela terá uma sensação de bem estar e alívio momentâneos”, indica Sílvia Casseb, doutora do Ambulatório de Ginecologia do Esporte, da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp. “O exercício físico no dia da TPM ajuda muito”, conta.

Além de se sentir melhor naqueles dias, a corrida pode fazer os sintomas da TPM ficarem cada vez mais amenos a longo prazo. Aos poucos, o organismo vai modulando a produção de algumas substâncias, como as chamadas prostaglandinas (PGI), que promovem inflamações e dor, como a cólica, por exemplo. “O exercício físico regular age como fator amenizador dessas prostaglandinas” e, dessa forma, diminui as sensações dolorosas pré-menstruais e menstruais.

Caso os sintomas causem muitos desconfortos à mulher, uma recomendação da Dra. Sílvia é mudar o treino durante o período menstrual. Fazer musculação ou um exercício moderado pode ser a solução para quem não quer perder o ritmo e continuar se sentindo bem. “Não tem problema em treinar menstruada, não causa nenhum prejuízo à saúde. Mas é muito individual, depende do bem estar da mulher”, enfatiza.

Este texto foi escrito por: Fabiana Coletta

Redação Webrun

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